O Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do RS (Sindienergia-RS) promoveu, nesta quinta-feira, mais uma edição de seus Diálogos Internacionais, desta vez com a presença de representantes da região de Flanders, na Bélgica, em busca de conhecer as oportunidades econômicas do Rio Grande do Sul, especialmente ligadas à infraestrutura e inovação. O encontro, realizado no auditório da entidade, no bairro Auxiliadora, em Porto Alegre, contou com painéis de empresas belgas, como IMDC/Tractebel, Manuport/Euroports, Jan De Nul e DEME Group, algumas das quais já conduzem negócios no Brasil.
“A Bélgica tem uma expertise muito grande em geração energética offshore, por ser um país pequeno e ter a questão de águas rasas. Por isso, somos uma das nações pioneiras nisto. Vemos muitas oportunidades no Rio Grande do Sul, porque sabemos que aqui é uma das regiões com maior qualidade de vento e também na parte dos portos" salientou o trade deputy do Flanders Investment & Trade, agência de negócios internacionais desta região, Alessandro Pavan.
O Sindienergia-RS, em parceria com a Flanders Investment & Trade, realiza a edição Bélgica do Diálogos Internacionais
"O porto de Rio Grande já possui parcerias com empresas de dragagem belgas, e inclusive durante as enchentes de 2024, houve companhias parceiras que ajudaram a desassorear o Guaíba mais rapidamente”, acrescentou. A presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, afirmou que a Bélgica está tendo experiências no Rio Grande do Sul com projetos relacionados a melhorias em cabeceiras de rios, onde as enchentes iniciaram. É diferente, por exemplo, do que está sendo feito pela Holanda, país vizinho, e também experiente em gestão de águas.
“Os belgas possuem empresas de referência global em construção, como obras em Dubai e Balneário Camboriú. É este tipo de potencial que temos que mostrar para a sociedade, algo que vai além do tradicional, como a dragagem, por exemplo. Extrapolar esta área do conhecimento é algo importante, e que vemos que os Diálogos Internacionais conseguem promover”, destacou ela. Ainda de acordo com o Sindienergia-RS, s Bélgica vem se movimentando para atingir as metas ambientais da União Europeia e busca fortalecer parcerias internacionais que a aproximem da transição energética.
CP noticiou aumento nas relações entre países há exatos 100 anos
Coincidentemente, o encontro desta quinta ocorre exatamente um século depois de o Correio do Povo ter noticiado, na edição de 25 de setembro de 1925, crescimento nos negócios entre o Brasil e a Bélgica. Conforme registrado pelo blog “Há um Século no CP”, foi reportado naquela ocasião: “O comércio de exportação do Brasil para os mercados belgas apresenta, comparado desde 1913 ao ano passado, considerável desenvolvimento, ou seja, o aumento de mais do triplo do seu valor. Em 1918 a exportação brasileira para a Bélgica representa-se por 24.984 contos de réis papel e 1.665.607 libras esterlinas, ao passo que em 1923 (Estatística Comercial) as cifras que a representam sobem a 85.554 contos papel e 1.912.659 libras”.