As vendas do comércio varejista caíram 0,1% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira, dia 13, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com junho de 2024, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 0,3% em junho deste ano. Nesse confronto, as projeções iam de uma alta de 1,4% a 4,3%, com mediana positiva de 2,7%. O Rio Grande do Sul esteve entre as unidades federativas com resultados negativos na variação das vendas e no comércio varejista ampliado.
As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 1,8% no ano, que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior. Em 12 meses, o varejo acumulou alta de 2,7%. A mediana da expectativa é de avanço de 2,1% em 2025, com intervalo entre +1,8% e +3,8%. No Rio Grande do Sul, frente a junho de 2024, a variação das vendas no comércio varejista, no corrente mês, teve predominância entre as unidades federativas, pressionando negativamente em -2,2%.
Quanto ao varejo ampliado, que inclui as partes e peças de material de construção, veículos e atacado alimentício -, as vendas caíram 2,5% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal. A média móvel mostrou queda de 1,4%. Frente ao mesmo período de 2024, houve alta de 3,0%. No primeiro semestre, o varejo ampliado acumulou crescimento de 0,5%. O acumulado em 12 meses foi de 2,0%. O Rio Grande do Sul está entre as 16 das 27 Unidades da Federação com resultados negativos. A variação entre junho de 2025 e junho de 2024 teve predomínio de resultados negativos de -5,7%.
Na comparação com junho de 2024, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram queda de 3% em junho de 2025. Nesse confronto, as projeções variavam de uma redução de 0,8% a aumento de 1,5%, com mediana positiva de 0,8%.
As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta 0,5% no ano. Em 12 meses, as vendas subiram 2%. A mediana da expectativa é de um crescimento de 1,6% para 2025, com intervalo de +0,8% e +4,2%.
Equilíbrio
Na comparação com igual mês do ano anterior, houve equilíbrio entre resultados positivos e negativos. As atividades de Tecidos, vestuário e calçados (6,4%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,9%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) apresentaram resultados positivos. Por outro lado, Móveis e eletrodomésticos (-0,4%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,2%) e Combustíveis e lubrificantes (-1,3%) tiveram resultados no campo negativo.
Na passagem de maio para junho de 2025, na série com ajuste sazonal, houve variações negativas no volume de vendas de cinco das oito atividades do comércio varejista: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,5%), Móveis e eletrodomésticos (-1,2%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,9%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%). Já Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,0%), Tecidos, vestuário e calçados (0,5%) e Combustíveis e lubrificantes (0,3%), obtiveram resultados no campo positivo.
No comércio varejista ampliado, Veículos e motos, partes e peças caiu 1,8%, assim como Material de construção, com queda de de 2,6% entre maio e junho de 2025.
*Com informações de Estadão Conteúdo