“A alta, em âmbito anual, de 6,3%, representa uma vitória significativa diante das dificuldades que enfrentamos em 2013. A alta dos juros e a perda de competitividade em razão da elevada carga tributária inibiram o consumo. Ainda assim, temos motivos para comemorar”, destacou. Segundo Koch, o percentual está abaixo do padrão médio de expansão dos últimos sete anos, de 8,5%. Com relação ao Natal, Koch acredita que a comercialização de produtos relacionadas à comemoração da data devem representar um crescimento de 5%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Outro ponto positivo destacado pela entidade varejista foi a boa safra 2012/2013, além das previsões otimistas com relação a colheita 2013/2014. No entanto, para Koch, o fim do incentivo do IP), em relação a 2012, dos produtos de linha branca, eletrodomésticos, móveis, automóveis e material de construção foi um dos fatores que inibiram um crescimento ainda maior do varejo gaúcho em 2013.
Conforme o dirigente, a adoção do cartão de crédito como meio principal de pagamento em 2013 também chama a atenção. Cerca de 36% das compras foram realizadas desta forma, apresentando uma alta de 4%. Sendo que a preferência pelo débito ou dinheiro diminuiu para 29% em 2013 quando comparado ao ano passado, que apresentou o índice de 35%. O cheque, por sua vez, está caindo em desuso. “Em dois anos, esta opção diminuiu em 50%. Em 2013, apenas 7% dos gaúchos adquiriram produtos por este meio”, explicou.
Koch apresentou os índices de recuperação de crédito, através do SPC com 34,56% dos consumidores inadimplentes que quitaram suas dívidas em até 13 dias após o recebimento da carta de notificação.
Ao analisar a economia brasileira em 2014, Koch prevê sinais positivos através de fatores como as eleições majoritárias, que geralmente influenciam no crescimento da economia brasileira. Ele espera que as taxas de desemprego continuem estáveis em patamares reduzidos, o que deve aumentar a renda do consumidor. De acordo com o presidente da FCDL/RS, a expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça entre 4,5% e 6% e o consumo entre 6% e 7,5%.
No Estado, Koch aposta na perspectiva de uma boa safra agrícola e uma situação cambial favorável para exportação. “A desvalorização do Real, que aumenta a competitividade de exportação estadual, pode representar uma oportunidade especial para a indústria calçadista e moveleira”, acredita. Koch considera que Porto Alegre, sendo uma das sedes da Copa do Mundo e com seleções importantes, certamente receberá um fluxo inédito de turistas. A estimativa é de um PIB estadual com alta entre 5,5% e 7% e de crescimento de vendas no varejo entre 7% e 8,5%.