O varejo registrou acomodação em novembro, após ter alcançado patamar recorde de vendas nos meses anteriores. O volume vendido no período recuou 0,4% ante outubro, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. A queda foi superior à previsão de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast (de 0,2%). O desempenho negativo indica perda de tração do consumo de bens, avaliou o economista Rodolfo Margato, da gestora de recursos da XP Investimentos.
"Temos de avaliar esse dado com cautela, é importante acompanharmos as próximas divulgações mensais para analisarmos se essa queda do varejo foi algo mais pontual ou se isso significa o início de uma tendência de enfraquecimento para o setor", disse ele.
Das oito atividades que integram a pesquisa, cinco registraram queda nas vendas: móveis e eletrodomésticos (-2,8%), farmacêuticos e perfumaria (-2,2%), livros e papelaria (-1,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,0%) e supermercados (-0,1%). Na direção oposta, os avanços ocorreram em equipamentos de informática e comunicação (3,5%), combustíveis (1,5%) e vestuário e calçados (1,4%).