Economia

Vendas para as mães devem crescer até 7% este ano

CNDL projeta expansão de 6%. Supermercados renovam seus estoques

Inflação e redução no crédito não afetam a disposição dos consumidores
Inflação e redução no crédito não afetam a disposição dos consumidores Foto : Paulo Nunes
A Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) prevê crescimento de 6% nas vendas do varejo para o Dia das Mães deste ano, na comparação com a mesma data do ano passado. A resultado é reflexo direto da manutenção do consumo interno, e reforça a tendência de alta para todo o ano, segundo analisa o economista e presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior. Ele avalia que o Dia das Mães é a segunda melhor data do varejo para vendas, perdendo só para o Natal.

"Este ano não será diferente, apesar do cenário econômico interno adverso, com aumento de juros, inflação e redução de oferta de crédito", disse. Também a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) projeta alta nas vendas do Dia das Mães. Segundo a entidade, a alta deverá ser de 7% em relação a 2010. "Depois das festas de final de ano, esta é a data em que as famílias mais se reúnem", observa o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo. Para a data, Longo lembra que os supermercados reforçaram estoques de carne - "para o tradicional churrasco de domingo" - e de bebidas. Outro produto que deverá ganhar destaque já foi uma das sensações da Páscoa: as caixas de bombons.

"São o presente preferido dos gaúchos para homenagear avós, sogras, madrinhas e amigas", diz Longo. Nas flores, alta prevista é de até 10% nas vendas no setor. "O consumidor está criando uma cultura de comprar flores nos supermercados", afirma. Nas redes maiores, artigos de bazar, vestuário e de cama, mesa e banho entram no rol de produtos mais vendidos na data.

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