Economia

Vídeo: O dia em que capotei uma Ferrari num simulador de F1

IBM desenvolve um projeto tecnológico em parceria com a escuderia italiana para testar o que a tecnologia de ponta pode oferecer ao esporte

Ápice da minha "carreira" de piloto aconteceu em uma curva acentuada, onde consegui capotar o carro
Ápice da minha "carreira" de piloto aconteceu em uma curva acentuada, onde consegui capotar o carro Foto : Mauren Xavier / Especial / CP

Eu preciso começar com uma confissão: eu não sei dirigir. No entanto, quando surge a oportunidade de assumir o volante de um simulador de uma Ferrari de Fórmula 1, as regras da vida real ficam em segundo plano.

Durante a Hannover Messe, aceitei o desafio proposto pela IBM, que desenvolve um projeto tecnológico em parceria com a escuderia italiana, para testar na pele o que a tecnologia de ponta pode oferecer ao esporte. A experiência, sustentada pela plataforma de inteligência artificial Watson X, é o que se pode chamar de uma imersão total.

Imersão e ciência de dados

Para um fã de automobilismo, é um verdadeiro banquete sensorial: o som rugindo nos fones de ouvido, o peso real nos pedais e a pressão vibrante no volante exigem uma sensibilidade extrema no manuseio. Mas, além do entretenimento, há uma camada profunda de ciência de dados.

Cada movimento no simulador é transformado em dados, processados pela IA para analisar o desempenho do piloto. Para os profissionais da Ferrari, esse feedback é o que define onde acelerar ou como ajustar a trajetória para ganhar milésimos de segundo cruciais.

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O desastre na pista

No meu caso, porém, os dados provavelmente contaram uma história de comédia. Eu falhei miseravelmente logo de cara.

Embora tenha conseguido acertar o gatilho inicial, a sensibilidade do acelerador provou ser um desafio maior do que eu imaginava. Ao acelerar demais, perdi o controle e rodei na pista diversas vezes.

O ápice da minha "carreira" de piloto aconteceu em uma curva acentuada, onde realizei uma façanha improvável, mesmo para os padrões de um simulador: eu consegui capotar o carro. Por sorte, o impacto foi sentido apenas no ego e na tela, já que se tratava de uma simulação.

Apesar do desfecho catastrófico na pista, a experiência valeu cada segundo, mostrando como a tecnologia da IBM está moldando o futuro da Fórmula 1 através da análise precisa de dados.

Confira a cobertura completa da Hannover Messe

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