A CNDC aceitou a denúncia em uma resolução de 29 páginas, na qual determina as investigações sobre as operações da companhia. O diretor de imprensa da YPF, Pablo Dorfman, afirmou que a empresa não vai comentar o assunto.
A Federação informa que, além de exercer posição dominante no mercado, a denúncia acusa a YPF de "abusar desta posição". A entidade argumenta que toda a operação da companhia "estaria organizada por meio da integração vertical; (e que) praticaria um alinhamento vertical dos preços dos combustíveis; (e que) incorreria em discriminação arbitrária de preços de venda e praticaria uma política de preços depredatórios e de desabastecimento de combustíveis".
No documento pelo qual a CNDC aceitou a denúncia, a filial local da espanhola Repsol é apontada por ter "aumentado consideravelmente sua participação no mercado de combustíveis líquidos nos últimos 10 anos, sem um correlativo aumento da produção". A resolução também diz que a petrolífera "possui capacidade para fixar os preços" dos combustíveis vendidos no país e representa "um fator de distorção da concorrência". A YPF negou todas as acusações, segundo o documento da CNDC, e argumentou ter realizado importante redução de seu tamanho e participação no mercado após a venda de uma parte de suas ações.
"Seria uma contradição jurídica e econômica imputar à companhia abuso de posição dominante à companhia que cobra os menores preços e que incrementou a oferta de combustíveis", argumentou a companhia. A defesa também afirmou que "embora a YPF seja uma empresa integrada, isso não se constitui um ato ilícito". A espanhola Repsol-YPF controla 58,23% da YPF e o argentino Grupo Petersen possui 25,46% das ações.