Economia

YPF é investigada por organismo antitruste da Argentina

Diretor de imprensa da petrolífera afirmou que empresa não vai comentar o assunto

 O organismo antitruste da Argentina, Comissão Nacional de Defesa da Concorrência (CNDC), vai investigar a maior petrolífera do país, a YPF, por suposta posição dominante no mercado local de combustíveis, segundo confirmou a Diretoria de Imprensa da companhia à Agência Estado. A denúncia contra a empresa foi apresentada, em setembro de 2009, pela Federação de Postos de Combustíveis da Província de Buenos Aires (Fecoba) e afirma que a petrolífera violou a Lei de Defesa da Concorrência.

A CNDC aceitou a denúncia em uma resolução de 29 páginas, na qual determina as investigações sobre as operações da companhia. O diretor de imprensa da YPF, Pablo Dorfman, afirmou que a empresa não vai comentar o assunto.

A Federação informa que, além de exercer posição dominante no mercado, a denúncia acusa a YPF de "abusar desta posição". A entidade argumenta que toda a operação da companhia "estaria organizada por meio da integração vertical; (e que) praticaria um alinhamento vertical dos preços dos combustíveis; (e que) incorreria em discriminação arbitrária de preços de venda e praticaria uma política de preços depredatórios e de desabastecimento de combustíveis".

No documento pelo qual a CNDC aceitou a denúncia, a filial local da espanhola Repsol é apontada por ter "aumentado consideravelmente sua participação no mercado de combustíveis líquidos nos últimos 10 anos, sem um correlativo aumento da produção". A resolução também diz que a petrolífera "possui capacidade para fixar os preços" dos combustíveis vendidos no país e representa "um fator de distorção da concorrência". A YPF negou todas as acusações, segundo o documento da CNDC, e argumentou ter realizado importante redução de seu tamanho e participação no mercado após a venda de uma parte de suas ações.

"Seria uma contradição jurídica e econômica imputar à companhia abuso de posição dominante à companhia que cobra os menores preços e que incrementou a oferta de combustíveis", argumentou a companhia. A defesa também afirmou que "embora a YPF seja uma empresa integrada, isso não se constitui um ato ilícito". A espanhola Repsol-YPF controla 58,23% da YPF e o argentino Grupo Petersen possui 25,46% das ações.

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