Comunidade da Ufgrs apresenta trabalhos à população como protesto
capa

Comunidade da Ufgrs apresenta trabalhos à população como protesto

Ação integra manifestações contrárias ao contingenciamento de recursos do Ministério da Educação e ao programa Future-se

Por
Eduardo Amaral

Corpo universitário apresentou trabalhos da Ufrgs no Largo Glênio Peres

publicidade

Estudantes, professores e funcionários da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufgrs) estiveram reunidos no Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre, na tarde desta quarta-feira. Com barracas montadas em frente ao Mercado Público, o grupo apresentou trabalhos desenvolvidos pela Instituição à população. A ação é parte dos protestos programados para os dias 2 e 3 de outubro. Os manifestantes são contrários ao contingenciamento de recursos do Ministério da Educação (MEC) e também não querem a implementação do programa Future-se.

Quem passava pelo local podia fazer exames rápidos como pressão, e também conhecer algumas das pesquisas feitas dentro da Ufrgs. Segundo a presidenta da União Gaúcha dos Estudantes (UEE), Gerusa Shaiana Domingues Pena, o principal objetivo neste momento é aproximar a população da universidade, e tentar angariar mais apoios às pautas do movimento estudantil. “Vamos dialogar com a sociedade, trazer para rua nossas ações, e assim mostrar à comunidade a importância da universidade. Mostrar que o remédio que o idoso toma só existe de graça porque tem pesquisa”, exemplificou.

Gerusa criticou os contingenciamentos anunciados no início do ano, e ainda avaliou como inócua o anúncio feito pelo MEC que liberou parte dos recursos. “É uma cortina de fumaça para tirar a atenção do tema.”

“Temos que garantir ensino e pesquisa de qualidade”

Seguindo a mesma linha da estudante, o professor de gestão ambiental e vice-presidente do Sindicato Intermunicipal dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior do RS (Adufrgs-Sindical), Darci Campani, disse que a questão dos congenticiamentos são mais problemáticas no momento. “Estávamos acostumados com (com o contingenciamento), o problema é que ele vem em uma nova configuração, devido à emenda que congelou as verbas do Governo Federal, ainda na gestão anterior”, explicou Campani. De acordo com ele, em razão do teto de gastos, aprovado ainda durante o governo Michel Temer (MDB), os recursos acabam represados por mais tempo e dificultam o investimento em novas pesquisas.

Campani avaliou que o MEC tem feito uma disputa política com as universidades: “E essa não é nossa função, nós temos que garantir ensino e pesquisa de qualidade. Eles não conhecem a universidade”, afirmou o sindicalista.