Ensino

Conae 2024 termina com novo texto para o PNE

Conferência Nacional de Educação, encerrada ontem, debateu e aprovou propostas para atualizar o Plano da Educação para a próxima década

Lula participa do último dia da Conferência Nacional de Educação (Conae) 2024, na UnB, em Brasília
Lula participa do último dia da Conferência Nacional de Educação (Conae) 2024, na UnB, em Brasília Foto : Ricardo Stuckert / PR / CP

A Plenária Final da Conae 2024 aprovou ontem o novo texto do Plano Nacional de Educação (PNE) 2024-2034. E o Ministério da Educação (MEC) informa que encaminhará, ainda neste semestre, o respectivo Projeto de Lei ao Congresso Nacional.

Ao final da Conferência Nacional de Educação (Conae) 2024, realizada de 28 a 30/1, em Brasília, foram examinadas todas as emendas ao Documento-Referência do novo Plano Nacional de Educação 2024-2034. As proposições foram votadas, aprovadas ou rejeitadas, pelos delegados com direito a voto – eleitos nas conferências prévias, estaduais e municipais.

Durante a Conferência, a UNE (União Nacional dos Estudantes) defendeu a regulamentação do Ensino Superior privado; e a revogação da portaria 2.117, que permite até 40% de disciplinas on-line, em Educação a Distância (EAD), em cursos presenciais.

A reivindicação de regulamentação do Ensino Superior privado aponta para a criação de uma autarquia, o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação do Ensino Superior (Insaes). A proposta de ter esse órgão existe desde 2013. E o objetivo é supervisionar e avaliar essas instituições quanto à qualidade dos cursos, reajustes de mensalidades e quantidade de alunos-professores. A presidente da UNE, Manuella Mirella, explica que como detêm a maioria das matrículas, as particulares devem primar pela formação de qualidade, e se alinhar a um projeto de país voltado ao desenvolvimento, pois lembra que muitas têm recursos públicos do Fies e ProUni, e não possuem uma supervisão criteriosa.