Ensino

Formação superior tem alto valor na empregabilidade, aponta pesquisa

Pesquisa nacional aponta que, um ano após a formatura, quase 70% dos profissionais saídos das universidades já estão trabalhando

Saldo líquido de emprego formal foi negativo em 661 vagas em junho
Saldo líquido de emprego formal foi negativo em 661 vagas em junho Foto : Guilherme Testa / CP Memória

O investimento na formação superior continua sendo muito importante para a empregabilidade, com 69% dos egressos de universidades empregados após até um ano da colação de grau. A taxa de ocupação no mercado é a mesma para recém-formados, independentemente da modalidade do curso – presencial ou a distância –, e a remuneração média geral é de R$ 3,8 mil.

Esses dados constam no Indicador Abmes/Symplicity de Empregabilidade (Iase), divulgado nesta terça-feira. O levantamento foi realizado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) e a empresa Symplicity, com apoio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e de dez instituições privadas de Ensino Superior. A pesquisa avaliou a colocação profissional de quase 2 mil egressos que se formaram entre meados de 2020 e meados de 2021, período mais crítico para ocupação profissional durante a pandemia da Covid-19.

O estudo ainda revela que 48,82% dos formandos estavam em ocupações formais; 10,86% trabalhando como autônomos ou profissionais liberais; 2,77%, como empresários; e só 2,82% estavam na informalidade. O aproveitamento no mercado foi de 70%, entre os bacharéis; 69%, entre tecnólogos; e 61% junto a profissionais com licenciatura. E aqueles empregados na área de formação, tiveram melhores resultados na ocupação de vagas profissionais: 81%, quem fez bacharelado; 69%, os licenciados; e 51%, os tecnólogos.