Guedes defende voucher para Educação e volta a criticar o Fies

Guedes defende voucher para Educação e volta a criticar o Fies

Ministro da Economia participa de reunião da Comissão da Educação da Câmara e anuncia desbloqueio de R$ 900 milhões

R7

Paulo Guedes reiterou que contingenciamento de 30% do Orçamento discricionário da educação resulta num bloqueio de 3,6% da verba total para área

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, compareceu nesta terça-feira na Comissão de Educação para explicar os cortes de orçamento para o ensino superior. De acordo com informações dadas durante a reunião, o serão desbloqueados R$ 900 milhões para as instituições, no entanto, sem confirmação de uma data para a liberação desse recurso.

Guedes insistiu no "voucher para os mais pobres para essas pessoas tenham acesso a mais recursos." O ministro também criticou o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

"Um jovem que está começando sua vida, termina a graduação endividado e não consegue um emprego? Como vai pegar essa dívida?", questiona. "Nesse contexto defendo o voucher para esses estudantes da periferia, o Fies funciona melhor para uma família de classe média, estabelecida, que tem condições de pagar essa dívida depois."

Durante sua apresentação, o ministro da Economia informou que o orçamento para a Educação tem crescido ao longo dos anos, o que foi rebatido pela Deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), que comparou o crescimento do orçamento do ministério da Defesa. Ela também destacou não apenas a falta de investimento nas universidades, pesquisa como também a falta de uma discussão sobre as metas do Plano Nacional de Educação.

O requerimento para a vinda do ministro foi assinado pelos deputados Sâmia Bomfim (Psol-SP), Glauber Braga (Psol-RJ) e Ivan Valente (Psol-SP).

Na opinião dos deputados, o Ministério da Educação não tem gasto uma parcela considerável dos recursos que são assegurados pelo Orçamento, penalizando os investimentos necessários nas universidades públicas. Segundo eles, a educação superior, em 2020, recebeu recursos que correspondiam a 75% da dotação de 2015.

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