Leitura é transformada em lei e incluída na Lei de Diretrizes e Bases da Educação

Leitura é transformada em lei e incluída na Lei de Diretrizes e Bases da Educação

Especialista diz que a formação de leitores na escola é abrangente e deve levar em consideração o acervo literário e a mediação da leitura

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A prioridade da leitura na Educação Básica agora é lei, após sanção, na terça-feira, do presidente Jair Bolsonaro. A matéria faz parte da legislação 14.407/22 e foi incluída na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei 9.394/96). Entre os direitos a serem garantidos pelo Estado a legislação acrescenta “a alfabetização plena e a capacitação gradual para a leitura ao longo da Educação Básica, como requisitos indispensáveis para a efetivação dos direitos e objetivos de aprendizagem, e para o desenvolvimento dos indivíduos”.

Para o deputado federal Hugo Leal, autor do Projeto de Lei 9.575/18, que originou a lei, o importante é aprimorar o ensino da leitura nas escolas, especialmente ao longo da formação básica, entendendo que a leitura expande horizontes.

A professora de Letras Ana Paula Cecato, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS (IFRS), diz que “cabe saber se a lei implicará na efetivação de uma sólida política pública de leitura e escrita, construída com docentes, bibliotecários e outros agentes mediadores da leitura na escola”. Ela lembra que existe lei que institui a política nacional de leitura e escrita, desde 2018, “mas ainda pouco reverbera nas discussões orçamentárias e pedagógicas nas redes de ensino”, argumenta a docente.

A especialista explica que a formação de leitores na escola é abrangente, mas destaca três questões: os leitores, o acervo literário e a mediação. “Começa-se por um diagnóstico, pensar quem são os leitores, quais são os repertórios afetivos e imaginários que levam para a escola, quais interesses os mobilizam para a leitura. Depois, é preciso fazer escolhas de livros e outras produções culturais que dialoguem com esses repertórios e proponham desafios para o desenvolvimento das habilidades de leitura. Por isso, é preciso considerar obras que respeitem a sensibilidade e a inteligência dos estudantes. Já a mediação de leitura envolve a aproximação com a linguagem literária e suas produções, que pode ser a partir de projetos, eventos e programas mais abrangentes.”




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