Lula é pressionado para revogar reforma do ensino médio; ministro da Educação é contra

Lula é pressionado para revogar reforma do ensino médio; ministro da Educação é contra

Presidente se reuniu na última terça-feira (7) com entidades do setor; pasta quer criar grupo para discutir proposta

R7

O presidente Lula durante cerimônia de posse de Camilo Santana no cargo de ministro da Educação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi pressionado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo para revogar a reforma do ensino médio, feito na gestão de Michel Temer (MDB). Segundo fontes ouvidas pelo R7, o ministro da Educação, Camilo Santana, é contrário à medida.

A reunião ocorreu na última terça-feira (7). A revogação do novo ensino médio foi tema central do encontro, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília.

Com o objetivo de tornar a etapa mais atrativa e ampliar a educação em tempo integral, o novo ensino médio foi aprovado em 2017. A medida, que estabelece a partir de 2017 mais horas de aulas e menos disciplinas, com metade do curso montado pelo aluno, é a maior mudança da educação brasileira em 20 anos desde a criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Segundo Heleno Araújo, presidente da confederação, Lula se mostrou sensível aos problemas apresentados e prometeu analisar melhor o pedido. No entanto, há um impasse, uma vez que o ministro da Educação é contrário à medida. Para atender a classe, o governo informou que será criado um grupo de trabalho para discutir a proposta.

"Não é questão de revogar. O ensino médio está em andamento. O que nós estamos colocando é criar um grupo de trabalho, que será oficializado por portaria. Vamos reunir todos os setores para discutir", informou Santana na semana passada.

As entidades do setor argumentam que a reforma do fragiliza o conceito de ensino médio, assegurado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e não tem investimentos suficientes para garantir condições de acesso e permanência dos estudantes, além da precariedade das escolas sem infraestrutura.

O setor quer, agora, que o Executivo abra um processo de discussão sobre a etapa da educação básica e construções teóricas, “de forma que qualquer mudança seja respaldada em um processo participativo e democrático.




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