Reitor eleito da Ufrgs defende parcerias para vencer período de crise

Reitor eleito da Ufrgs defende parcerias para vencer período de crise

Rui Vicente Oppermann diz ser um "grande desafio" a troca de posto dentro da administração da Universidade

Ananda Müller/Rádio Guaíba

Rui Vicente Oppermann e a vice, Jane Tutikian, receberam 7.777 votos de docentes, técnico-administrativos e estudantes da Ufrgs

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A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) elegeu seu novo reitor nesta sexta-feira. O representante da Chapa 3 e atual vice-reitor da instituição, Rui Vicente Oppermann e a candidata a vice, Jane Tutikian, receberam 7.777 votos de docentes, técnico-administrativos e estudantes. Questionado sobre a nova empreitada, o reitor eleito defendeu que a busca de parcerias é o caminho para vencer o período de crise e recessão econômica. Ele classificou como “grande desafio” a troca de posto dentro da administração da instituição

Conforme Oppermann, “a Universidade tem interações de várias naturezas, e evidentemente estamos olhando com muita preocupação para a crise, e a busca de parcerias e fontes alternativas com instituições públicas e privadas pode ser um caminho para manter o desenvolvimento”. Ele ainda ressalta que os recursos destinados às universidades estão embasados na inflação do ano anterior, o que significa margem ainda menor para investimento. Entre as propostas, estão as parcerias entre município e Estado para retribuir à comunidade o conhecimento desenvolvido dentro da Ufrgs.

Questionado sobre as reivindicações dos servidores técnico-administrativos, que inclusive propuseram boicote às eleições por não concordarem com o peso do voto dos membros da comunidade universitária, o reitor eleito salientou que o diálogo precisa ser retomado. Oppermann garantiu que um novo processo de negociação deve ser aberto. Ele entendeu, inclusive, que muitas das reivindicações devem ser atendidas “em uma questão de tempo”. “Na campanha, se polarizam as posições, mas agora vamos compreender que os interesses institucionais estão para lá da posição que se coloca em campanha.”

Especificamente sobre a questão da distribuição dos votos nas eleições para a Reitoria, Oppermann garantiu que vai abrir uma discussão com a comunidade nos próximos meses, para que a questão não seja focada apenas no período eleitoral. Mais votada entre os professores, mas segunda colocada entre os estudantes e técnicos-científicos, a Chapa 3 acabou eleita em função do peso do voto dos docentes, que hoje é de 70%.

Uma abordagem mais direta e participativa nas questões de infraestrutura da Ufrgs também está entre os objetivos da chapa eleita, aproximando a comunidade universitária das decisões que a atingem. Concluindo a fala, o reitor reforçou que “quer colocar o conhecimento da Universidade a serviço da comunidade, para contribuir no encaminhamento de problemas sociais.”

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