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EPTC começa a reinstalar pardais que multam motos na Capital

Equipamentos foram retirados semana passada devido ao fim do contrato com a empresa responsável

EPTC começa a reinstalar pardais que multam motos na Capital
EPTC começa a reinstalar pardais que multam motos na Capital Foto : Carla Ruas / CP
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) iniciou hoje a reinstalação dos 16 pardais localizados em diferentes pontos da Capital. Os equipamentos foram retirados na semana passada em função do término do contrato com a empresa responsável pela manutenção. Segundo o diretor de Trânsito, Sérgio Marinho, os equipamentoso também passam a fiscalizar motos e a estimativa e que todos já estejam em funcionamento até o final da semana. “Não é só o equipamento, temos que colocar o software para a sua utilização”, explicou o dirigente.

Nesse período, a fiscalização será reforçada para evitar os excessos no trânsito. “Os trechos serão monitorados por agentes através de rondas nos locais”, esclareceu Marinho. Os equipamentos antigos, de posse da EPTC, poderão ser instalados em outros pontos da Capital.

A empresa responsável pela instalação e manutenção dos pardais possui contrato emergencial de seis meses, renováveis por mais seis meses. “Estamos realizando processos licitatórios para a contratação de aparelhos, como pardais, lombadas e caetanos”, adiantou o diretor de Trânsito. Além disso, com o novo contrato, a proposta é disponibilizar equipamentos mais modernos, com novas tecnologias. “A moto é um veículo como outro qualquer e também deve ser controlada pela fiscalização”, constatou o dirigente.

Hoje, de acordo com Marinho, as motos são responsáveis pelos acidentes mais graves ocorridos em Porto Alegre. “O motociclista acaba sendo a parte mais frágil. Ele sempre leva a pior. No caso de acidentes envolvendo automóveis, geralmente são danos materiais”, relatou. Dados da empresa apontam que, desde o início do ano, pelo menos 49 vítimas fatais foram registradas em acidentes de trânsito envolvendo as motos. Em 2008, foram 55 mortos.

Os pardais estão localizados em diferentes pontos de Porto Alegre, considerados de grande fluxo, como a Assis Brasil, Bento Gonçalves, Ipiranga, Cavalhada e Nilo Peçanha.