Os hackers admitiram que o ataque foi uma resposta ao que denominaram "censura" imposta ao músico Tonho Crocco. O fundador e ex-vocalista da banda Ultramen foi indiciado pelo Ministério Público (MP) após uma denúncia do atual deputado federal Giovani Cherini (PDT) – na época presidente da AL – pela gravação e divulgação do rap "Gangue da Matriz". Na letra da música, Crocco protesta contra o aumento de 73% que os deputados se autoconcederam em dezembro de 2010.
Os membros do LulzSec não se consideram hackers, mas ativistas cibernéticos. Segundo eles, o grupo protesta contra toda a corrupção no Brasil e contra a falta de liberdade e a "falsa liberdade" vivida no País. Os jovens, que disseram morar fora do Brasil, mas ter dupla nacionalidade, garantiram não ter medo do governo. Distribuído em cinco países, o LulzSecurity interage através de e-mails.
O grupo negou, ainda, ter qualquer ligação política no Brasil. Os integrantes do LulzSec reiteraram que o objetivo sempre foi o de promover a liberdade de expressão e de combater a corrupção. Salientaram, também, que apesar de terem tido acesso aos dados da Receita Federal, não divulgaram as informações para não expor cidadãos honestos. O grupo destacou que vai continuar com o trabalho até que os objetivos sejam cconcluídos e sustentou que a internet, para o LulzSec, é uma ferramenta utilizada para seguir os ideais.
Polícia designa delegado para investigar ataque ao site
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Adão Villaverde (PT), já entrou em contato com o chefe da Polícia Civil do Estado, delegado Ranolfo Vieira Jr., para que o órgão verifique a invasão no site da Casa legislativa. De acordo com o parlamentar, o diretor do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos da Polícia Civil, Emerson Wendt, foi designado para investigar o caso. No fim da noite dessa quarta-feira, porém, o especialista em crimes na internet afirmou que ainda não havia sido oficialmente comunicado.