O jornalista de Sobradinho Hélio Scherer, que está com outros 37 gaúchos ilhados no Peru, disse, nesta terça-feira, em entrevista ao Correio do Povo por telefone, que a situação no país é de calamidade pública, pois a enxurrada não dá trégua há, no mínimo, três dias. Apesar do medo, os turistas permanecem unidos e relativamente calmos, à espera do resgate, segundo ele.
Devido à superlotação de hotéis na cidade de Águas Calientes de Machu Picchu, o grupo permanece em um dos vagões do trem que dá acesso à localidade. “Temos água e luz. A comida é racionada, mas dá para se manter enquanto tudo permanecer fechado”, explicou Scherer. Ele lembrou que a Força Áerea e a Defesa Civil estão avaliando a melhor maneira de retirar os turistas do lugar.
O grupo, do qual o jornalista faz parte, realizava uma excursão pela Solantur Turismo, de Sobradinho. Os turistas ficaram presos na cidadela de Aguas Calientes de Machu Picchu, após terem sido registrados diversos deslizamentos de terra em virtude das fortes chuvas que assolam o país. Eles foram os últimos a visitar alguns pontos do roteiro. Poucos minutos depois, todos os acessos – via trilha e trem – foram fechados pela Defesa Civil.
Segundo Scherer, a maioria dos turistas, que saíram do Estado no dia 16, tem mais de 60 anos e é de cidades do Vale do Rio Pardo. Entre as pessoas isoladas estão moradores de Sobradinho, Segredo, Arroio do Tigre, Vale do Sol e Santa Cruz do Sul.
À espera de um resgate
Jornalista de Sobradinho, que está ilhado no Peru, fala sobre a situação em Machu Picchu