"Ele tenta tocar no nosso cabelo e nosso rosto com os lábios e entra em todos os lugares proibidos. É exatamente como um bebê de quatro meses", destacou a estudante americana Alana Russell, uma das cuidadoras do filhote de 100 quilos. A iniciativa é uma das várias respostas para a explosão de caça proibida de rinocerontes, cujos cifres são comercializados no mercado negro da medicina tradicional chinesa.
Desde o início do ano, 300 desses mamíferos foram mortos, em comparação com os 448 massacrados em 2011.
Um terço das vítimas da caça ilegal são fêmeas com filhos e estes órfãos precisam de cuidados especiais, conforme Karen Trendler, encarregada do orfanato e conhecida como "mamãe rinoceronte" por já ter salvado mais de 200 animais.
Curiosamente, o único filhote de rinoceronte por enquanto no centro não é uma vítima dos caçadores, e sim rejeitado pela mãe. No orfanato, ele será preparado para conviver com outros de sua espécie, como Mike e Nann, dois rinocerontes adultos que vão chegar para virar pais adotivos e ensinar "os rinocerontezinhos a ser rinocerontes".
Centro já cuida de um bebê de 100 quilos rejeitado pela mãe / Foto: Stephane de Sakutin / AFP / CP