Mesmo assim, as pessoas que perderam, pela segunda vez em poucos meses, móveis e eletrodomésticos estavam inconsoláveis. “Aquela vez que rompeu o dique, perdi três máquinas de costura. Ainda nem paguei as novas e aconteceu de novo”, lamentou a costureira Carmen Souza Menezes, 45 anos.
Grávida de seis meses, Evanilse Rodrigues dos Santos, 31, teve que sair de casa com dois filhos para dormir na associação da vila. Ela disse que mora na região há 18 anos e já viu muitos alagamentos. “Estamos esperando o loteamento prometido pela prefeitura. Não adianta só dar cesta básica”, declarou. A vizinha, Isabel Cristina Oliveira, 48, que é diarista, também reclamou do problema. “Quando estamos reconstruindo, perdemos tudo de novo com outra chuva”, declarou.
O prefeito em exercício Sebastião Melo afirmou que uma empresa venceu a licitação para construir um loteamento para transferir os que estão em áreas de risco. Serão 109 imóveis destinados às famílias já cadastradas. O prazo estimado da obra é de 11 meses. “Essas pessoas não estão lá porque querem, mas porque a cidade foi crescendo de forma desordenada”, disse. Para as famílias que não estão cadastradas, serão analisadas soluções. “É preciso verificar caso a caso”, destacou.
Nesta manhã, um homem que teve a residência alagada e que passou a noite no abrigo improvisado passou mal e foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O costureiro Derli da Silva, 49 anos, seguiu para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro para ser medicado.