A ingestão de álcool pode ter tirado a vida de 36 pessoas e deixado 600 feridas nas rodovias federais (Brs) no Rio Grande do Sul desde que a Lei Seca entrou em vigor, em 19 de junho de 2008. O balanço, referente a dois anos de fiscalização, foi divulgado nesta sexta-feira pela Superintendência da Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Sul, que desde então autuou, em média, sete motoristas embriagados por dia. O dado referente às mortes e lesões tem por base os 871 acidentes registrados nos últimos 24 meses que tiveram como causa presumível a combinação entre álcool e direção.
Só neste ano, 174,5 mil motoristas foram fiscalizados, 3,8 mil motoristas reprovados no teste do bafômetro – a PRF gaúcha dispõe de 153 equipamentos –,1,1 mil autuados e 464 presos em flagrante por crime de trânsito. A Delegacia da PRF da Capital é a campeã em autuações (239), mas a de Lajeado prendeu mais. Foram 59 casos, um a mais que em Porto Alegre. Em seguida, aparecem as delegacias de Santa Maria, com 53 presos, Caxias do Sul, com 51, e Sarandi, com 40 detidos.
No comparativo mensal desde o início da vigência da Lei Seca, abril de 2009 foi que mais registrou flagrantes: foram 267 autuados e 125 detidos. Em seguida, aparece o mês de abril deste ano, com 248 autuações e 104 prisões.
Ministério da Saúde aponta menos mortes
Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde divulgou um levantamento com dados comparativos entre os 12 meses anteriores à Lei Seca e os 12 de seguintes. Conforme o levantamento, o número de mortes no Rio Grande do Sul caiu 6,4%, indície pouco superior ao nacional, de 6,2%.
Álcool pode ter matado 36 em rodovias federais no Rio Grande do Sul em dois anos
Polícia Rodoviária Federal flagrou sete embriagados por dia desde implementação da Lei Seca