A retirada de toda a sujeira é considerada fundamental pela Secretaria Municipal de Obas e Viação (Smov). Segundo o titular da pasta, Mauro Zacher, somente com a remoção do lixo acumulado será possível ter uma visão clara do impacto provocado naquela região do prédio. “Temos que limpar para verificar a existência de rachaduras ou outros danos ao prédio”, informou ele, ao acompanhar a sua equipe de técnico que elabora o laudo estrutural do prédio.
Pouco antes, Zacher encontrou-se com representantes da seguradora. “A prioridade agora é garantir as condições para a reabertura parcial o mais rápido”, afirmou. Ao avaliar a possibilidade de retomar o funcionamento do Mercado Público, ele lembrou que a equipe responsável trabalha em três frentes: no laudo estrutural, na cobertura e na religação da energia.
O primeiro ponto já começou com a autorização da seguradora. Em relação à cobertura, ficou decidido que será contratada uma empresa que fará a cobertura com a utilização de guindastes. Assim, evitará riscos de prejudicar a estrutura atingida pelo fogo. Já em relação à luz, ainda há expectativa de que a Companhia Estadual de Energia Elétrica (Ceee) consiga fazer o reabastecimento sem a necessidade de fazer uma rede paralela. Mesmo assim, essa alternativa não está descartada. “Acreditamos que até amanhã essa questão estará resolvida”, afirmou.
Enquanto os técnicos faziam as suas vistorias no andar superior, o serviço de limpeza era intenso. A cada tentativa de retirar o lixo de dentro dos espaços o cheiro forte deixado pelo incêndio tomava conta do ambiente. Enquanto isso, no andar térreo, funcionários e proprietários permaneciam realizando as limpezas das bancas e lojas.
Era evidente o sentimento de desolação entre os funcionários. Onde ficava o Memorial do Mercado Público, o coordenador do espaço, Alvaro Santi, tentava identificar alguns itens e objetos em meio a pilhas de destroços. Parte da estrutura do telhado que era de madeira e de metal caiu, atravessando a sala onde ele trabalhava.
No andar de baixo pouco restou, como os paines com fotos do Mercado Público. “Infelizmente, não dá para salvar quase nada”, lamentou ele, sendo que poucos segundos depois ao mexer em pilhas de livros e papeis totalmente queimados encontrou uma caneca que estava intacta, apesar da fuligem preta. “É uma lembrança”, disse.
Laudo estrutural vai estimar espaço danificado pelo fogo no Mercado Público | Crédito: André Ávila