O subcomandante do Corpo de Bombeiros de Porto Alegre, major Jeferson Ecco, disse nesta terça-feira que é difícil definir a causa do incêndio que destruiu a mata em área da Associação de Pais e Mestres do Colégio Marista Rosário (Apamecor), no morro São Caetano, na zona Sul da Capital na noite dessa segunda. Conforme o oficial, o longo tempo de trabalho e a escuridão inviabilizam o trabalho da perícia.
O momento mais dramático ocorreu por volta das 20h30min, quando o fogo ficou a cinco metros de residências do Condomínio dos Alpes, na rua Vicente Monteggia, mas as equipes de combate, com auxílio da população, conseguiram impedir o avanço.
As chamas foram totalmente controladas apenas no início da madrugada. Pouco antes da 1h, os bombeiros começaram a deixar o local. Antes, por volta das 22h15min, a situação já estava mais calma, apesar da grande área ainda afetada por chamas. Nove viaturas da corporação foram mobilizadas, com trabalho do efetivo e também da área administrativa dos bombeiros, além dos próprios moradores. Caminhões pipa tiveram de ser levados para a área, dando suporte de água para as linhas de combate ao fogo.
As características do terreno também prejudicaram a atuação das brigadas de incêndio. Os caminhões, algumas vezes, ficaram a mais de 100 metros do foco de alastramento, com a distância tendo de ser percorrida pelo mato pelos bombeiros.
A fumaça escura podia ser vista da região central da cidade. A Defesa Civil de Porto Alegre também foi acionada para atender a ocorrência. O órgão apoiou principalmente com os caminhões-pipa. Os trabalhos seguiam no fim da noite, sem previsão de término da ocorrência.
É difícil definir causa de fogo em morro de Porto Alegre, diz major dos bombeiros
Escuridão do local inviabiliza trabalho da perícia