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É difícil definir causa de fogo em morro de Porto Alegre, diz major dos bombeiros

Escuridão do local inviabiliza trabalho da perícia

Major considera difícil definir causas de incêndio em morro de Porto Alegre
Major considera difícil definir causas de incêndio em morro de Porto Alegre Foto : Mauro Schaefer
O subcomandante do Corpo de Bombeiros de Porto Alegre, major Jeferson Ecco, disse nesta terça-feira que é difícil definir a causa do incêndio que destruiu a mata em área da Associação de Pais e Mestres do Colégio Marista Rosário (Apamecor), no morro São Caetano, na zona Sul da Capital na noite dessa segunda. Conforme o oficial, o longo tempo de trabalho e a escuridão inviabilizam o trabalho da perícia.

O momento mais dramático ocorreu por volta das 20h30min, quando o fogo ficou a cinco metros de residências do Condomínio dos Alpes, na rua Vicente Monteggia, mas as equipes de combate, com auxílio da população, conseguiram impedir o avanço.

As chamas foram totalmente controladas apenas no início da madrugada. Pouco antes da 1h, os bombeiros começaram a deixar o local. Antes, por volta das 22h15min, a situação já estava mais calma, apesar da grande área ainda afetada por chamas. Nove viaturas da corporação foram mobilizadas, com trabalho do efetivo e também da área administrativa dos bombeiros, além dos próprios moradores. Caminhões pipa tiveram de ser levados para a área, dando suporte de água para as linhas de combate ao fogo.

As características do terreno também prejudicaram a atuação das brigadas de incêndio. Os caminhões, algumas vezes, ficaram a mais de 100 metros do foco de alastramento, com a distância tendo de ser percorrida pelo mato pelos bombeiros.

A fumaça escura podia ser vista da região central da cidade. A Defesa Civil de Porto Alegre também foi acionada para atender a ocorrência. O órgão apoiou principalmente com os caminhões-pipa. Os trabalhos seguiam no fim da noite, sem previsão de término da ocorrência.