O grupo bloqueou a rodovia para passagem de veículos desde as 9h. A cada duas horas eles liberam o trecho por alguns minutos e voltam a fechar a estrada. Os manifestantes usam máquinas agrícolas, troncos, madeiras e as próprias pessoas para impedir o trânsito.
Com o ato, filas de caminhões, ônibus e carros se formaram dos dois lados da via. A rodovia é considerada a mais importante da região, principalmente depois da conclusão do asfalto entre Barão de Cotegipe e São Valentim. A estrada liga a cidade gaúcha de Erechim a Chapecó (SC) entre outras cidades menores gaúchas. A distância entre as duas cidades tem cerca de 110 quilômetros. Outra alternativa também por asfalto é pela pela BR 153, de Erechim, fazendo o contorno por Concórdia (SC), quase dobrando da distância até Chapecó.
De acordo com a PRE, o índios estariam insatisfeitos com as mais recentes notícias sobre a demarcação de terras na região. As últimas informações indicam que as demarcações de novas áreas, reivindicadas pelos indígenas, não ficariam mais como exclusividade da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Existe um clima de apreensão na área, pois na região conhecida como Mato Preto, também há uma disputa por terras. Segundo Roberto Rotta, integrante da comissão de agricultores do Mato Preto, 15 famílias de índios guaranis exigem 4.230 hectares dos municípios de Getúlio Vargas, Erebango e Erechim. No local vivem 365 famílias de pequenos agricultores, alguns com documentos de compra de terra há cerca de 100 anos.
Ainda conforme Rotta, há poucos dias, a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, determinou que nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul novas demarcações de terras só poderão ser realizadas com o acompanhamento da Funai, do Ministério da Agricultura, do Incra e da Embrapa.