O clima é tenso na região e lideranças indígenas e de organizações indigenistas cobram "medidas mais eficazes" com relação à segurança no acampamento, que vive "na eminência de um novo ataque". "Queremos uma força-tarefa – Polícia Federal, Força Nacional – para dar segurança para os que estão no acampamento", disse Machado.
O cacique teria sido morto na sexta-feira depois que o acampamento, que fica na faixa de fronteira entre os municípios de Amambai e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, na fronteira entre Brasil e Paraguai, foi invadido por cerca de 40 homens armados. Um dos filhos do cacique disse que pistoleiros invadiram o acampamento e atiraram na cabeça de seu pai. Em seguida, o corpo teria sido arrastado e jogado em cima de uma caminhonete.
Enquanto os movimentos indigenistas tratam do caso como assassinato, as polícias Federal e Civil, o Ministério Público Federal e a Funai investigam o caso como desaparecimento.