Os procedimentos legais para transporte de trabalhadores entre cidades não teriam sido cumpridos, como a anotação das carteiras de trabalho, que já estariam com o suposto aliciador – que revelou quanto receberia por cada trabalhador conduzido até Vacaria. Entrevistados no local, os homens teriam revelado não saber para qual empresa iriam prestar o serviço. De acordo com o procurador do Trabalho Itaboray Bocchi da Silva, alguns aparentavam estar alcoolizados.
O ônibus que conduzia os obreiros estaria em situação precária, sem sanitário ou cintos de segurança, com pneus carecas e sem luzes de sinalização. A documentação do veículo e do motorista não atenderiam às exigências legais sobre fretamento de passageiros. O motorista teria revelado ter deixado Vacaria às 3h. O veículo foi escoltado de volta a Uruguaiana, onde os passageiros foram desembarcados e a documentação do coletivo foi retida pela PRF.
De acordo com o procurador, a operação – que envolveu a PRF, o Ministério Público do Trabalho, a Superintendência do Trabalho e Emprego e a Polícia Federal – começou há mais de uma semana, a partir de notícias que apontariam para o aliciamento.