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Ônibus da Restinga não saem da garagem em protesto por demissão

Moradores da zona Sul de Porto Alegre devem procurar coletivos de outras empresas

Consórcio tem 20 veículos na frota
Consórcio tem 20 veículos na frota Foto : Vinícius Roratto
Apenas dois dos 20 ônibus da linha Restinga, que pertence ao consórcio de empresas STS, circulam pelas ruas de Porto Alegre nesta quinta-feira. Os funcionários se recusaram a sair da garagem em protesto contra a demissão de um cobrador integrante da comissão que negocia o dissídio dos rodoviários. Pelo menos 60 trabalhadores estão concentrados no estacionamento da empresa.

Um dos participantes do protesto, Cristiano da Silva Henrique de Freitas, disse que o desligamento do cobrador foi uma retaliação da companhia pela participação do funcionário na comissão de negociações. O cobrador teria relatado que foi comunicado da demissão com a justificativa de que a STS não precisaria mais dos seus serviços. Em entrevista à Rádio Guaíba, o cobrador rebateu, afirmando que a companhia tem uma déficit de nove cobradores nos ônibus da linha Restinga. 

Desolado, o cobrador se mostrou surpreso com a demissão após três anos de serviços prestados. Ele e o presidente da comissão de negociações, Alceu Weber, esperam que o consórcio STS reincorpore o funcionário.

O 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM), responsável pela zona Sul de Porto Alegre, informou que o protesto é pacífico. A liderança dos funcionários disse que a manifestação seguirá durante a tarde de hoje até o posicionamento do consórcio STS sobre o assunto.

Os moradores da Restinga, que no começo da manhã lotaram as paradas do bairro, estão sendo atendidos por outras linhas que integram o consórcio. 

Com informações da repórter Mauren Xavier


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