Os trabalhadores da Restinga Transportes Coletivos podem cruzar os braços na quinta ou na sexta-feira em Porto Alegre. A paralisação vai depender da reunião marcada para ocorrer entre os rodoviários no início da manhã desta terça-feira, na garagem da empresa, localizada na rua Antonio Onofre da Silveira, no bairro Restinga, na zona Sul de Porto Alegre.
A categoria vai analisar a possibilidade de não colocar os ônibus na rua em função de não ter ocorrido a reunião de mediação entre os trabalhadores e os gestores da Restinga Transportes Coletivos e da Transportes Coletivos Trevo, nesta segunda-feira, no Ministério Público do Trabalho (MPT). O encontro previa discutir a possibilidade de reintegrar pelo menos 17 colegas rodoviários que foram demitidos da Restinga. Segundo os trabalhadores, os funcionários que participaram de processo grevista ou se candidataram nas eleições do sindicato estão sendo perseguidos pelas empresas.
Com a não realização do encontro, a categoria vai decidir nas primeiras horas desta terça se vai ou não haver paralisação ou não, adiantou o delegado sindical da Restinga, Rodrigo Almeida. “A gente vai comunicar a base de manhã e vai passar em reunião, à tarde, qual foi a vontade dos funcionários. Se vão optar pela paralisação na quinta ou sexta-feira ou não”, disse. Após definição, o Ministério Público do Trabalho deve ser comunicado.
A Restinga e a Trevo enviaram um ofício ao MPT para justificar a ausência. “As decisões objeto da mediação são de caráter irrevogável”, dizia a nota, que justificou também que as demissões ocorreram pelo fim do banco de horas e reestruturação da empresa Restinga. O documento também menciona a apuração do ônibus articulado queimado no dia 12 de março. A reportagem da Rádio Guaíba não conseguiu contato com os representantes das empresas.
Ônibus da Restinga podem não circular na quinta ou sexta-feira
Rodoviários vão analisar possibilidade para deixar coletivos na garagem após demissão de parte dos trabalhadores