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Ônibus deverão circular nesta sexta, garante EPTC

Dia Nacional de Lutas prevê paralisação de vários setores

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) divulgou nota nesta quinta para informa que não foi comunicada oficialmente sobre paralisação nas linhas de ônibus de Porto Alegre, nesta sexta. Segundo o texto, um reunião entre EPTC, Brigada Militar, empresas de ônibus firmou o "atendimento normal nas linhas urbanas". Caso surjam informações de paralisação em linhas especificas, a EPTC garantiu que divulgará à população em todos os seus canais e na imprensa.

Ao menos duas manifestações estão previstas em Porto Alegre nesta sexta devido ao Dia Nacional de Mobilização e Luta. A primeira será na Estação Rodoviária da Capital com concentração às 6h, e outra, por volta das 11h, na Expointer em Esteio, na região Metropolitana.

Da parte dos motoristas e cobradores de ônibus de Porto Alegre, o presidente do Sindicato dos Metroviários da Capital, Júlio Gamaliel Pires, afirma que a entidade não aderiu ao chamamento das centrais. “Vamos continuar trabalhando”, disse.

Contudo, Alceu Weber, da comissão de negociação do trabalhadores da categoria, contrário à atual gestão da entidade, declarou que a classe tem motivos para paralisar. Ele espera que a categoria participe dos atos previstos. “Estamos mobilizados e organizados para montar estratégias para que essa paralisação seja maior do que a última greve geral”, assegurou, lembrando que defende o pagamento de 30% na remuneração por risco de vida, jornada de 36 horas semanais e aposentadoria especial com 25 anos de contribuição, sem fator previdenciário.

O presidente do Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre, Nilton Silva (Neco), ressaltou que deve estar junto nas manifestações. “Independente do transporte coletivo, faremos paralisação”, afirmou. Assim como as lojas, os bancos também podem fechar. O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), que representa 12 mil pessoas, decidiu em assembleia pela paralisação. A orientação é não trabalhar nesta sexta-feira, segundo um dos diretores, Antônio Borges.

O Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) fez um chamamento aos docentes.”Quem está trabalhando, está convidado a ir aos locais dos atos. Já quem está em aula, pode participar de debates, sem suspender as aulas”, disse o diretor da entidade, Amarildo Cenci. Enquanto isso, o Sindicato do Ensino Privado do RS (Sinepe) orienta que cada instituição educacional avalie as condições de sua localidade para decidir sobre o funcionamento das aulas.

O Cpers/ Sindicato segue em greve, iniciada na última sexta-feira. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, no entanto, a adesão é pequena - de menos de 2 mil. Em princípio, as escolas estaduais devem continuar com as atividades. A prefeitura de Porto Alegre, até a manhã de ontem, mantinha a posição de que os serviços públicos funcionariam de maneira normal.

Com informações da repórter Karina Reif.