O ônibus, de acordo com o pai de Lígia e dono de um dos imóveis, Luiz Gonzaga Stamm, 56, disse que o veículo fica estacionado no início da via, que tem uma ladeira. O coletivo desceu, de ré e descontrolado, 200 metros até atingir as residências, situada em uma curva. No momento do acidente, a família fazia várias atividades. Stamm estava na sala, assistindo TV.
Arrastado
O pai de Lígia, Luiz Gonzaga Stamm, contou que a sua Kombi estava estacionada um pouco antes das casas e que ele iria estacioná-la no pátio. Porém, resolveu fazer isso depois do jogo que assistia. “De repente escutei um estrondo e me levantei da poltrona”, lembrou. “Mal tive tempo de fazer isso (levantar) e a traseira do veículo me arrastou até próximo ao banheiro e, por sorte, consegui sair à rua”, disse, lamentando que as duas residências ficaram inutilizadas, pois a estrutura foi muito prejudicada.
Na casa estavam dez pessoas. Cinco adultos e cinco crianças. Um dos filhos de Lígia, Guilherme, 5 anos, ficou com o olho direito roxo, devido a uma batida. A família tentava acalmar as crianças, que estavam muito assustadas. Vizinhos também prestavam solidariedade, oferecendo ajuda. Houve a versão, não confirmada pela Brigada Militar, que um garoto teria destravado o ônibus. “O fato é que tem uma rua paralela a esta travessa que é plana”, disse Stamm. “Nesta via, poderia deixar o ônibus, sem oferecer risco a ninguém.”
Vítima foi retirada de escombros com dores nas pernas / Foto: Fabiano do Amaral
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