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Assim, o presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, disse que, apesar das tentativas de negociação de colocar uma frota mínima nas ruas , não houve acordo com os sindicalistas. "O grande problema é a questão da segurança. Não conseguimos colocar os ônibus nas ruas com ameaça de depredação aos veículos e agressão ao motoristas e cobradores", afirmou à Rádio Guaíba. "Temos equipes da EPTC em todas as garagens, que são supervisores, e que conversam com os piqueteiros e sindialistas, para que a gente possa colocar uma frota mínima em operação", completou.
Diante do descumprimento da determinação da Justiça do Trabalho, que pediu 50% da frota em circulação nos horários de pico, a vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRF4), desembargadora Rosane Serafini Casa Nova, disse que aguarda uma posição da EPTC para definir a punição que será aplicada. “Ontem mesmo eu pedi que a EPTC realizasse uma fiscalização. Até o final do dia, nós vamos contatá-la para ver se houve mesmo a paralisação total”, sintetizou a magistrada em entrevista à Rádio Guaíba.
No dia em que é convocada uma greve geral com mobilizações e paralisações em todo o Brasil, a Justiça havia determinado que 50% dos coletivos da Capital operassem das 6h até 9h e das 16h30min às 19h30min. Além disso, 30% do efetivo deveria estar em operação nos demais horários. "Há uma determinação de que se não houver o cumprimento disso, tanto o sindicato dos trabalhadores quanto o sindicato das empresas devem efetuar o pagamento da multa”, reforçou.
Na decisão, a magistrada deferiu medida cautelar solicitada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). “Ao determinarmos, ontem, a realização das atividades de 50% dos motoristas para o atendimento da população, que é uma determinação da própria lei de greve, há necessidade de prestação desse serviço essencial à comunidade”, destacou a desembargadora. A Justiça do Trabalho previu uma multa de R$ 50 mil a quem descumprir a ordem judicial.
A respeito do pedido da Justiça do Trabalho, Cappellari confirmou que o relatório sobre a greve geral, o comportamento das empresas de ônibus e o impacto para a população da cidade será entregue até esta sexta-feira. "Nós estamos produzindo relatórios, que é uma determinação da sentença para informarmos toda a situação à Justiça do Trabalho. Isso será enviado até amanhã. Vamos relatar exatamente como foi o sistema de transporte público durante a madrugada e agora pela manhã", ponderou.
Nas ruas, 250 agentes da EPTC orientam motoristas. As alternativas para os usuários do transporte público são as lotações, que funcionam de modo parcial, com tabela de horários reduzida, similar à utilizada nos domingos. Os veículos estão autorizados a transportar passageiros em pé. Já os táxis estão funcionando normalmente. Ontem, o Sindicato dos Táxistas (Sintáxi) alertou para a possível falta de veículos em função da demanda.