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Ônibus que atendia aeroporto até hoteis é desativada após prejuízo

Linha funcionava diariamente das 6h até a meia-noite, com partidas a cada 30 minutos

Após contabilizar um prejuízo de R$ 884 mil, a linha seletiva S1 - Aeroporto/Hotéis encerrou operação nesta quinta-feira. O roteiro começou a funcionar para a Copa do Mundo, em junho do ano passado, e seguiu em caráter experimental. No entanto, após uma análise técnica feita em conjunto pela Carris e pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), constatou-se que o número de usuários permanecia estável, com uma média mensal de 1.074 passageiros ao mês e de 1,37 por viagem.

“Geralmente, um teste ocorre por cerca de um ano, mas achamos melhor antecipar devido aos resultados”, afirmou o diretor-presidente da Carris, Sérgio Zimmermann. A S1 era uma linha circular seletiva, que cobria os principais hotéis de Porto Alegre nos bairros Centro, Moinhos de Vento e Rio Branco, percorrendo um trajeto de cerca de 30 quilômetros. O itinerário foi elaborado de acordo com pesquisa prévia realizada com turistas no próprio terminal do aeroporto. A linha funcionava diariamente das 6h até a meia-noite, com partidas a cada 30 minutos. Durante esse período, 18 rodoviários atuavam em seis ônibus disponíveis, que tiveram a estrutura interior adaptada. A frota e os funcionários serão realocados para atender outras linhas, possivelmente as circulares da região central (C1, C2 e C3), segundo o presidente da Carris.

O estudo realizado durante o período experimental detectou que a baixa procura da linha estava relacionada com a proximidade do Aeroporto Internacional Salgado Filho ao Centro Histórico da cidade, e à grande oferta de ônibus e outros modais de transporte — táxi, aeromóvel e trem — disponíveis no aeroporto.

A decisão de tirar a S1 de circulação foi tomada pelo prefeito José Fortunati no dia 20 de abril após a apresentação dos dados da pesquisa. A reunião contou com a participação de Zimmermann; do presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari; e do secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt. A tarifa corada era de R$ 7,00. Durante a Copa, era de R$ 5,00. “Nos 20 dias do evento, a linha até foi rentável”, pontuou Zimmermann.