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Ônibus saem da garagem e serviço é normalizado em Porto Alegre

Paralisação da Carris afetou cerca de 150 mil passageiros

Funcionários da Carris impediram circulação dos ônibus por cerca de quatro horas
Funcionários da Carris impediram circulação dos ônibus por cerca de quatro horas Foto : Vinícius Roratto
Após aceitar a proposta apresentada pelo prefeito em exercício de Porto Alegre, Sebastião Melo, funcionários da Companhia Carris Porto-Alegrense, que paralisaram as atividades nesta sexta-feira, voltaram ao trabalho por volta das 13h30min. O serviço havia sido retomado de forma parcial ainda pela manhã, mas já está normalizado.

No encontro foi decidido que o ponto dos trabalhadores que aderiram ao movimento não será cortado. A prefeitura também garantiu o pagamento dos salários dos servidores em dia e salientou que a Carris não será privatizada - o que também teria motivado a greve.

Nas primeiras horas da manhã, servidores da empresa paralisaram as atividades e impediram a saída dos ônibus da garagem, na zona Leste da Capital. A mobilização afetou 26 das 29 linhas que atendem à população. A estimativa é que cerca de 150 mil usuários do transporte coletivo tenham sido prejudicados. Por volta das 9h, os funcionários passaram a liberar a circulação dos coletivos de forma gradual.

Policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar (BM) e do Pelotão de Operações Especiais (POE) acompanharam a saída dos veículos da garagem. Houve uma pequena confusão, mas o princípio de tumulto foi contido.

Justificativas para a manifestação


A pauta de reivindicação dos rodoviários tem vários itens. A categoria queria esclarecer a demissão por justa causa de um funcionário e a suspeita de venda de parte da empresa para a iniciativa privada - o que foi desmentido. “A nossa bandeira maior é a fortalecer a Carris. Chegou até nós a informação que haveria entrega de linhas, que passaria para iniciativa privada, ocorrendo várias demissões na empresa”, sustentou o conselheiro municipal de transporte, Luiz Afonso, que também participou da reunião.

Outro item está relacionado ao uso do cinto de segurança por motoristas e cobradores. Para a comissão de negociação da Carris do Sindicato dos Rodoviários, a obrigação não deve ser cobrada pela EPTC, já que, diferente de outras profissões que envolvem veículos, os motoristas e cobradores não dispõem de tempo e espaço para usar o equipamento. “Os ônibus estão sempre lotados, as pessoas andam em pé, precisamos de mobilidade para descer do coletivo, para ajudar os cadeirantes por exemplo. Sabemos da necessidade, mas não é viável o uso do cinto”, sustentou o presidente da comissão Alceu Weber.

Sobre o assunto, o prefeito em exercício afirmou que cabe à categoria entrar com um processo no Ministério Público (MP) para obter a liberação. "Neste momento, a orientação da EPTC é pelo uso do cinto de segurança", sustentou Melo. O assunto deverá ser levado até o MP.

Com informações dos repórteres Cláudio Isaías e Maria Eduarda Fortuna

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