No encontro foi decidido que o ponto dos trabalhadores que aderiram ao movimento não será cortado. A prefeitura também garantiu o pagamento dos salários dos servidores em dia e salientou que a Carris não será privatizada - o que também teria motivado a greve.
Nas primeiras horas da manhã, servidores da empresa paralisaram as atividades e impediram a saída dos ônibus da garagem, na zona Leste da Capital. A mobilização afetou 26 das 29 linhas que atendem à população. A estimativa é que cerca de 150 mil usuários do transporte coletivo tenham sido prejudicados. Por volta das 9h, os funcionários passaram a liberar a circulação dos coletivos de forma gradual.
Policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar (BM) e do Pelotão de Operações Especiais (POE) acompanharam a saída dos veículos da garagem. Houve uma pequena confusão, mas o princípio de tumulto foi contido.
Justificativas para a manifestação
A pauta de reivindicação dos rodoviários tem vários itens. A categoria queria esclarecer a demissão por justa causa de um funcionário e a suspeita de venda de parte da empresa para a iniciativa privada - o que foi desmentido. “A nossa bandeira maior é a fortalecer a Carris. Chegou até nós a informação que haveria entrega de linhas, que passaria para iniciativa privada, ocorrendo várias demissões na empresa”, sustentou o conselheiro municipal de transporte, Luiz Afonso, que também participou da reunião.
Outro item está relacionado ao uso do cinto de segurança por motoristas e cobradores. Para a comissão de negociação da Carris do Sindicato dos Rodoviários, a obrigação não deve ser cobrada pela EPTC, já que, diferente de outras profissões que envolvem veículos, os motoristas e cobradores não dispõem de tempo e espaço para usar o equipamento. “Os ônibus estão sempre lotados, as pessoas andam em pé, precisamos de mobilidade para descer do coletivo, para ajudar os cadeirantes por exemplo. Sabemos da necessidade, mas não é viável o uso do cinto”, sustentou o presidente da comissão Alceu Weber.
Sobre o assunto, o prefeito em exercício afirmou que cabe à categoria entrar com um processo no Ministério Público (MP) para obter a liberação. "Neste momento, a orientação da EPTC é pelo uso do cinto de segurança", sustentou Melo. O assunto deverá ser levado até o MP.
Com informações dos repórteres Cláudio Isaías e Maria Eduarda Fortuna