Caso as empresas não normalizem as linhas, a prefeitura informou que vai fazer valer as penalidades previstas nos contratos de serviço de transporte público, que vão de advertência, multa e até a cassação das concessões. De acordo com Vinícius Cofferi, diretor de transportes da prefeitura, apenas os “madrugadões”, que são os ônibus que circulam de meia-noite até as 5h, continuam suspensos. “Eles devem voltar a partir de segunda-feira.”
Segundo o major João Carlos Neves, da Comunicação Social da Polícia Militar (PM) catarinense, as escoltas vão permanecer nas linhas com maior probabilidade de ataques. “Linhas noturnas e as que já sofreram ataques estão entre as que continuam com escolta policial”. A PM vai continuar fazendo blitze e rondas pela capital.
Dionísio Línder, secretário de comunicação do Sindicato dos Profissionais de Ônibus de Santa Catarina, é a favor da ação. “Ninguém se sente seguro, mas com a redução dos ônibus é a população quem paga”, disse. Até quarta, as linhas de ônibus estavam circulando das 6h às 23h, e, a partir das 20h, o número de linhas reduzia de 173 para 29.