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Ônibus voltam a circular em Porto Alegre após quatro horas de protesto

Comissão de funcionários da Carris será recebida pelo prefeito em exercício, Sebastião Melo

Policiais do BOE, da BM e do POE acompanham a saída dos veículos
Policiais do BOE, da BM e do POE acompanham a saída dos veículos Foto : Vinícius Roratto
Após pouco mais de quatro horas de paralisação, os funcionários da Companhia Carris Porto-Alegrense liberaram a circulação dos ônibus da empresa pouco antes das 9h desta sexta-feira. Os trabalhadores impediam a saída dos coletivos da garagem da empresa, que fica na rua Albion, bairro São José, zona Leste da Capital, desde as 4h40min.

Policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar (BM) e do Pelotão de Operações Especiais (POE) acompanham a saída dos veículos. Houve uma pequena confusão na garagem, mas o principio de tumulto foi contido pela BM.

Os funcionários da Carris aceitaram por fim a paralisação depois que prefeitura aceitou receber a comissão de negociação da Carris do Sindicato dos Rodoviários para negociar a pauta de reivindicações da categoria. A reunião ocorrerá ainda na manhã desta sexta-feira com o prefeito em exercício, Sebastião Melo, com o diretor-presidente da Carris, Sérgio Zimmermann, e o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari. A manifestação afetou 26 das 29 linhas que atendem à população.

Justificativas para a manifestação

A pauta de reivindicação dos rodoviários tem vários itens. Um deles está relacionado ao uso do cinto de segurança por motoristas e cobradores. Para a comissão de negociação da Carris do Sindicato dos Rodoviários, a obrigação do uso do cinto não deve ser cobrada pela EPTC, já que, diferentemente de outras profissões que envolvem veículos, os motoristas e cobradores não dispõem de tempo e espaço para usar o equipamento. “Os ônibus estão sempre lotados, as pessoas andam em pé, precisamos de mobilidade para descer do coletivo, para ajudar os cadeirantes por exemplo. Sabemos da necessidade, mas não é viável o uso do cinto”, sustentou o presidente da comissão Alceu Weber.

A categoria também quer discutir a demissão por justa causa de um funcionário e buscar respostas da Carris sobre a suspeita de venda de parte da empresa para a iniciativa privada - o que a Carris já teria desmentido.

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