Policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar (BM) e do Pelotão de Operações Especiais (POE) acompanham a saída dos veículos. Houve uma pequena confusão na garagem, mas o principio de tumulto foi contido pela BM.
Os funcionários da Carris aceitaram por fim a paralisação depois que prefeitura aceitou receber a comissão de negociação da Carris do Sindicato dos Rodoviários para negociar a pauta de reivindicações da categoria. A reunião ocorrerá ainda na manhã desta sexta-feira com o prefeito em exercício, Sebastião Melo, com o diretor-presidente da Carris, Sérgio Zimmermann, e o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari. A manifestação afetou 26 das 29 linhas que atendem à população.
Justificativas para a manifestação
A pauta de reivindicação dos rodoviários tem vários itens. Um deles está relacionado ao uso do cinto de segurança por motoristas e cobradores. Para a comissão de negociação da Carris do Sindicato dos Rodoviários, a obrigação do uso do cinto não deve ser cobrada pela EPTC, já que, diferentemente de outras profissões que envolvem veículos, os motoristas e cobradores não dispõem de tempo e espaço para usar o equipamento. “Os ônibus estão sempre lotados, as pessoas andam em pé, precisamos de mobilidade para descer do coletivo, para ajudar os cadeirantes por exemplo. Sabemos da necessidade, mas não é viável o uso do cinto”, sustentou o presidente da comissão Alceu Weber.
A categoria também quer discutir a demissão por justa causa de um funcionário e buscar respostas da Carris sobre a suspeita de venda de parte da empresa para a iniciativa privada - o que a Carris já teria desmentido.