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Ação retira 30 toneladas de entulhos de arroio em Porto Alegre

Departamento de Esgotos Pluviais realiza trabalho mensal no bairro Bom Jesus

Grupo de moradores fundou associação para ajudar a cuidar do córrego
Grupo de moradores fundou associação para ajudar a cuidar do córrego Foto : Pedro Revillion
Como parte de uma mobilização para preservar o Arroio Mem de Sá, no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre, foi realizada, na manhã desta quarta-feira, mais uma limpeza no local. Assim como das outras vezes, os funcionários do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) retiraram cerca de 30 toneladas de entulhos. A comunidade e alunos de escolas próximas acompanharam o trabalho, que precisa ser feito mensalmente, tamanha é a quantidade de lixo depositada no córrego. “O problema maior é a educação. Não basta falar, é preciso mostrar. Já encontramos colchão, geladeira e pneus”, afirmou o chefe da Seção Leste de Conservação do DEP, engenheiro Paulo Guilherme Barcellos da Silva.

Ele explicou que está sendo desenvolvido um mutirão entre secretarias da prefeitura, com o objetivo de educar a população para não jogar objetos dentro da água. “Este arroio é bonito e é um privilégio para a comunidade tê-lo aqui, mas ele é tratado como um valão”, afirmou. Segundo Silva, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) faz a coleta do lixo e, por isso, não há motivo para os moradores sujarem o curso d’água, com mais de 2 quilômetros de extensão, e cuja nascente é limpa.

O engenheiro esclareceu que foram colocadas toras de madeira antes da entrada da galeria de esgoto pluvial, como forma de conter os resíduos e evitar obstruções. Graças ao monitoramento da área, são evitados muitos alagamentos na região. “A prefeitura gasta 3,3 milhões, tempo e pessoal para a dragagem dos arroios. Esse dinheiro poderia ser usado em outros serviços”, comentou, avaliando que o trabalho de conscientização da população é de longo prazo.

Entre as pessoas que se concentraram na área, conhecida como Paliteiro, onde foi realizada a limpeza, estava o militar aposentado Francisco Tavares, de 78 anos. Ele mora no bairro Jardim do Salso, próximo ao local, há 40 anos, e lembra que o arroio sempre teve o mesmo aspecto. “Sempre foi sujo”, contou.

Um grupo de moradores fundou uma associação para ajudar a cuidar do córrego. Um dos integrantes, o advogado Roberto Ávila, acredita que somente um trabalho em conjunto entre a população e o poder público pode melhorar a situação do Mem de Sá.

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