Ele explicou que está sendo desenvolvido um mutirão entre secretarias da prefeitura, com o objetivo de educar a população para não jogar objetos dentro da água. “Este arroio é bonito e é um privilégio para a comunidade tê-lo aqui, mas ele é tratado como um valão”, afirmou. Segundo Silva, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) faz a coleta do lixo e, por isso, não há motivo para os moradores sujarem o curso d’água, com mais de 2 quilômetros de extensão, e cuja nascente é limpa.
O engenheiro esclareceu que foram colocadas toras de madeira antes da entrada da galeria de esgoto pluvial, como forma de conter os resíduos e evitar obstruções. Graças ao monitoramento da área, são evitados muitos alagamentos na região. “A prefeitura gasta 3,3 milhões, tempo e pessoal para a dragagem dos arroios. Esse dinheiro poderia ser usado em outros serviços”, comentou, avaliando que o trabalho de conscientização da população é de longo prazo.
Entre as pessoas que se concentraram na área, conhecida como Paliteiro, onde foi realizada a limpeza, estava o militar aposentado Francisco Tavares, de 78 anos. Ele mora no bairro Jardim do Salso, próximo ao local, há 40 anos, e lembra que o arroio sempre teve o mesmo aspecto. “Sempre foi sujo”, contou.
Um grupo de moradores fundou uma associação para ajudar a cuidar do córrego. Um dos integrantes, o advogado Roberto Ávila, acredita que somente um trabalho em conjunto entre a população e o poder público pode melhorar a situação do Mem de Sá.