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Ações pedem anulação de decreto que extinguiu segunda passagem

Oito vereadores da oposição protocolaram ação popular no Foro Central de Porto Alegre

Oito vereadores protocolaram ação pedindo anulação de decreto que acabou com segunda passagem
Oito vereadores protocolaram ação pedindo anulação de decreto que acabou com segunda passagem Foto : Samuel Maciel
Duas ações foram protocoladas no Foro Central pedindo suspensão da vigência do decreto da prefeitura que revogou a gratuidade da segunda passagem a quem pega mais de um ônibus em Porto Alegre. A integração era gratuita se fosse feita em 30 minutos, mas desde domingo as empresas de ônibus passaram a cobrar R$ 2,02, devido à extinção do benefício.

No domingo, junto ao plantão do Foro, o líder do governo Marchezan Jr na Câmara de Vereadores, Cláudio Janta (SD) ajuizou pedido de cautelar. “Ou a suspensão ou a redução de R$ 0,22 no valor da passagem, imediatamente”, afirmou. “Continuo líder do governo, mas fiz dezenas de pedidos ao governo para não editar o decreto. A segunda passagem foi nosso compromisso para apoio ao candidato Marchezan no primeiro e no segundo turno das eleições”, lembrou.

Nesta segunda, oito vereadores da oposição protocolaram ação popular no Foro Central, com pedido de liminar, exigindo a suspensão da vigência do decreto. “A tarifa real aos mais de 100 mil usuários, por dia, da segunda passagem passou a R$ 6,07”, protestou a vereadora Fernanda Melchiona (PSol),

O grupo quer suspender o decreto até o município elaborar os cálculos do desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, ou até a manifestação do Tribunal de Contas do Estado sobre a inspeção especial no decreto de extinção da segunda passagem, já pedida pela oposição ao Ministério Público de Contas.

Na ação os vereadores propõe como opção, uma determinação à prefeitura de corte imediato de R$ 0,27 do valor da tarifa. Para Melchiona “o decreto do prefeito Marchezan Jr é autoritário. A segunda passagem era um direito social. Foi revogado em plena era de desemprego e empobrecimento causado pela recessão".

Para Mechiona, o prefeito de Porto Alegre "é Robin Hood às avessas: tira dos pobre e dá aos ricos”, criticou, numa referência ao benefício do decreto às empresas de ônibus.

Assinaram a ação, os vereadores Professor Alex Fraga (PSOL), Roberto Robaina (PSOL), Adeli Sell (PT), Fernanda Melchionna (PSOL), Aldacir Oliboni (PT), Sofia Cavedon (PT), Márcio Bins Ely (PDT) e Marcelo Sgarbossa (PT).