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A última coisa que queremos é greve, diz associação da BM

Presidente da Associação de Cabos e Soldados concedeu entrevista exclusiva à Rádio Guaíba

O presidente da Associação de Cabos e Soldados do Rio Grande do Sul, Leonel Lucas, afirmou hoje, em entrevista à Rádio Guaíba, que os funcionários da corporação não têm interesse em entrar em greve, mas espera que a governadora Yeda Crusius reavalie o reajuste salarial. “A última coisa que queremos é greve”, afirmou.

A proposta do governo do Estado prevê um aumento de 19,9% para os cargos mais altos da Brigada – capitão, major, tenente-coronel e coronel – e de 5% para os demais cargos, o que causou revolta na categoria. Lucas explicou que a associação se reunia há seis meses com o secretário da Fazenda e com integrantes do Executivo Estadual para negociar o reajuste e que a promessa era de um aumento de aproximadamente 100% - a categoria hoje recebe R$ 1007.

Entretanto, a proposta apresentada pelo governo foi de um acréscimo de R$ 1,2 mil no salário, com um aumento na contribuição para a Previdência dos Militares de 7,2% para 11%, o que, segundo Lucas, anularia o benefício do reajuste.

“Eles não só não cumpriram a promessa como dividiram a Brigada entre a parte rica e a parte pobre”, explicou. "A farda que eu uso é a mesma farda que o coronel usa", defendeu. Lucas afirmou ainda que, se a greve de policiais militares é inconstitucional, não receber aumento de salário também é. 

Ouça a entrevista com o soldado Leonel Lucas