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A cada três homicídios no Brasil, dois são de negros, aponta Ipea

População negra também é principal alvo de agressão da polícia

No Brasil, a probabilidade de um negro ser vítima de homicídio é oito pontos percentuais maior do que de um branco, mesmo quando se compara indivíduos com escolaridade e características socioeconômicas semelhantes. Se no País a exposição da população à possibilidade de morte violenta já é grande, ser negro corresponde a pertencer a um grupo de risco, já que a cada três assassinatos, dois são de negros. Os dados fazem parte do Boletim de Análise Político-Institucional (Bapi) divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPea). 

Segundo Almir de Oliveira Júnior e Verônica Couto de Araújo Lima, respectivamente pesquisador do Ipea e acadêmica da área de Direitos Humanos da UnB,  somando-se a população residente nos 226 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, calcula-se que a possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior em comparação com os brancos.

O estudo também aponta que negros são maiores vítimas de agressão por parte de policiais que brancos. A Pesquisa Nacional de Vitimização mostra que 6,5% dos negros que sofreram uma agressão no ano anterior à coleta dos dados pelo instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, tiveram como agressores policiais ou seguranças privados (que muitas vezes são policiais trabalhando nos horários de folga), contra 3,7% dos brancos.

Os dados são do artigo que escrevem em parceria, Segurança Pública e Racismo Institucional, que compõe a quarta edição do Bapi, lançada, simultaneamente, no Rio de Janeiro e em Brasília. Analisando o racismo institucional dentro das polícias, os autores conceituam o termo como sendo o fracasso coletivo das instituições em promover um serviço profissional e adequado às pessoas por causa da sua cor.

Para ler a pesquisa na íntegra, clique aqui.


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