De acordo com o delegado Othelo Caiaffo, um inquérito foi iniciado para apurar um possível crime ambiental. O policial informou não ter identificado até o momento indícios de envenenamento dos insetos. Disse, no entanto, ser possível a contaminação causada por algum defensivo agrícola.
Paralelamente ao trabalho da PC, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) também começou a apurar o caso. O objetivo principal é descobrir a causa da mortandade. O órgão já verificou que houve dano ambiental. Uma nova vistoria será feita na área com o propósito de mensurá-lo. A fundação está pedindo a ficha de informação de segurança dos produtos químicos usados por produtores rurais vizinhos à área em que ocorreu o incidente. Só depois do exame nos insetos mortos é que vai ser possível identificar se algum dos agentes da fórmula causou o extermínio.
Relatório da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (BM) apontou que havia enxames sobreviventes nas proximidades lo local onde ocorreu a mortandade, o que sugere, conforme a BM, que pode não ter sido um defensivo agrícola o causador dos óbitos. Nessa hipótese, o efeito é mais letal.
A mortandade, segundo o apicultor Glademir Duarte, além de interromper uma função ambiental vital em função da polinização, pode levar à bancarrota os pequenos produtores de mel da fronteira Oeste. Um único apicultor, que previa conseguir 400 quilos durante a primavera, perdeu todas as 35 colmeias.