“Se há uma diferença muito grande entre o que o Cpers propõe e o que nós propusemos, nós estamos dispostos a discutir e a encontrar pontos de aproximação”, argumentou o secretário. De acordo com ele, o governo propôs a criação de uma comissão mista, na qual seriam discutidos os conteúdos, os conceitos e a forma de operacionalização da proposta de reestruturação curricular do Ensino Médio.
O Cpers, no entanto, se retirou da reunião. “Nós ficamos de encaminhar isso formalmente.” Contudo, Azevedo falou que para iniciar essa negociação, o “Cpers tem que aceitar e formalizar o final da greve.” “O governo, desrespeitosamente, disse que, primeiro nós temos que terminar com a greve, para depois apresentar uma proposta. Isso mostra a disposição do governo com a falta de diálogo e de negociação”, afirmou Rejane. Durante a tarde, o comando de greve deve se reunir novamente. Quanto à realização de uma assembleia, o Cpers informou que não há nada marcado: "Não temos uma assembleia, porque não temos uma proposta."
A categoria reivindica a implantação do Piso Salarial, aprovado em 2008, de R$ 1.187. Os professores protestam ainda contra a reforma educacional, que inclui novo sistema de avaliação do Magistério, alteração no plano de carreira e no Ensino Médio.