O primeiro sargento da Brigada Militar Ademir José Alves da Costa, de 40 anos, sobreviveu à enxurrada que atingiu o município de Marques de Souza, na última terça-feira. A enchente o arrastou por cerca de 80 metros. Depois do susto, o policial pretende deixar a cidade. “Quero esperar baixar a água e ver o que sobrou. Estamos pensando em deixar a região do Vale do Taquari", afirma.
Segundo ele, o bairro onde mora faz jus ao nome. "Wasserstadt, em alemão, quer dizer 'cidade d´água'." Na madrugada de terça-feira, ele chegava em casa após uma jornada de trabalho na cidade vizinha de Cruzeiro do Sul. Foi surpreendido pela água ao tentar chegar até o carro, que estava na parte alta do terreno e seria a única forma de abrigo para o policial, a esposa e o filho.
Na casa da família, de dois pisos, as águas chegaram a um metro e meio no segundo andar. “Saí de casa e fui ao encontro do automóvel, mas a correnteza me levou. Fiquei preso a uma taquara, mas ela cedeu e me carregou para junto de alguns galhos. Depois de 20 minutos, fui resgatado por uma lancha do parque náutico de Cruzeiro do Sul”, diz o sargento.
Ademir e a família dormem em uma paróquia desde que ocorreu o incidente. Com a ajuda de amigos, já receberam a proposta para morar na casa que pertence a um advogado no município de Cruzeiro do Sul, onde o policial trabalha.
“Acho que vamos deixar o Vale do Taquari”, diz sobrevivente de enxurrada
Policial foi levado pelas águas em Marques de Souza na última terça-feira