“Assinamos um acordo de cooperação com entidades que apoiam o software livre no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Estados Unidos e Espanha”, cita Ricardo Fritsch, coordenador geral da Associação Software Livre. Conforme ele, as parcerias entre empresas são constantes no evento. “Por exemplo, uma empresa que produz um software no Sul, acorda com outra empresa do Norte, região onde pode ter cliente, para que essa empresa nordestina preste assistência para seu software e vice-versa”, resume
Conforme ele, o evento está entre os quatro maiores do mundo na área. “A característica do software livre é que as informações sobre ele são abertas e não criptografadas. Você pode abrir um arquivo de texto em qualquer editor de texto, e quem programa, aperfeiçoa ou estuda tem todos os dados de como o software funciona disponível. Os software proprietário guarda as informações e compatibilidades para si. Você dependerá de softwares específicos ou atualizações para poder abrir o arquivo. Isso cria dependência e relações comerciais constantes. É um cerceamento da liberdade”, explica.
No mercado de software livres, até pode-se cobrar licença para eles, mas não é usual. Normalmente as empresas concedem o produto e a partir dele o suporte, instalação, ou customização, se for o caso de firmas que criem sistemas por encomenda. “É muito mais dinâmico e eficaz você contar com uma assistência local e personalizada”, diz.
Inclusão digital
Entre tantos assuntos e especialidade, dois assuntos pairaram sobre o Fórum Internacional de Software Livre deste ano conforme o coordenador geral do evento Ricardo Fristsch. “Debateu-se muito a educação com inclusão digital e o marco civil. As ações sobre educação se centraram no estande Roberto Freyre em mais de 80 atividades”, diz. Conforme ele, o marco civil da internet no Brasil começou a ser desenhado em 2009 entre governo e sociedade e deverá ser votado logo após o fim do recesso dos parlamentares federais.
Como explica Firtch, o documento discrimina direitos para os internautas e determina sobre sua liberdade de trafegar na rede, além de definir a neutralidade. “Ela diz que qualquer pacote de dados navegará na mesma velocidade que outro. Não será mais possível que um provedor de internet separe banda maior para imagem, por exemplo. Nem para o tipo de arquivo e nem para usuário. Se um cliente pagar mais, ele teria mais velocidade que outro”, explica ele, que declara: “Se falamos em inclusão digital, temos que democratizar as bandas. Oferecer as mesmas velocidades a todos”.
Os software livres estão cada vez mais presentes na sociedade. O Moodle, o mais usado mundialmente para a educação a distância, é livre. O apache, usado pela maioria dos servidores de internet, também. Assim como o software dos sistemas da Caixa nas Lotéricas tem o pinguim e os caixa eletrônicos do Banrisul também” observa.