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Acordo garante pagamento de funcionários demitidos em Candiota

Grupo chinês Citic arcará com salários e direitos rescisórios dos trabalhadores da Iesa

Os cerca de 800 operários de Candiota demitidos nos últimos 15 dias receberão as devidas rescisões a partir da próxima terça-feira, dia 8 de junho. O acordo foi firmado na tarde desta sexta-feira entre representantes do Grupo Citic, responsável pelas obras da Fase C da Usina de Candiota, da Iesa Equipamentos e Montagem, e do Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias da Construção, em reunião coordenada pela Juíza da Vara da Justiça do Trabalho, em Bagé, Rosane Assmann. A informação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Nicanor Fara.

Segundo ele, o Grupo Citic assumiu a responsabilidade pelo pagamento do pessoal demitido pela Iesa, subcontratada para realizar parte da obra, e que desistiu da empreitada na semana passada, alegando falta de pagamento por parte do Grupo Chinês, entre outros motivos para não continuar as atividades. O Citic depositou nesta sexta-feira a quantia de R$ 5,2 milhões numa conta judicial que será transferida, na data acordada, para as contas pessoais dos funcionários demitidos.

A Iesa havia dispensado no dia 18 de maio cerca de 150 trabalhadores, e no dia 28, o restante dos seus contratados. O fato gerou um clima de apreensão na região, e, especialmente entre as pessoas que perderam seus empregos, e que ainda não receberam os salários nem os direitos rescisórios. Cerca de 100 deles já haviam ajuizado ações reclamatórias trabalhistas, de forma individual, contra Iesa. Os bens da empresa foram bloqueados.

Já o Sindicato dos Trabalhadores conseguiu na Justiça o bloqueio dos créditos da Iesa junto ao Citic para garantir o pagamento aos desempregados e aos seus fornecedores. A Defensoria Pública da União, em Ação Civil Pública, também conseguiu liminar em que a Justiça do Trabalho determinou a liberação das guias para o saque do FGTS e do pedido do Seguro Desemprego.

Por último, na terça-feira, a Iesa obteve por meio de Ação Cautelar Inominada, junto a 3ª Vara Cível de Bagé, a determinação de que a CGTEE efetuasse o depósito de R$ 8,5 milhões na Conta do Citic, quantia que seria devida à empresa paulista, mas que ficaria bloqueada e depositada numa conta especial para assegurar o pagamentos dos trabalhadores.