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Acordo sobre caixas de madeiras na Ceasa pode parar na justiça

Empresário que investiu na troca das caixas de madeira por plásticas entente que Estado não está cumprindo acordo

Acordo entre clientes e atacadistas da Ceasa, reunidos com produtores de hortifrutigranjeiros e representantes da Secretaria da Agricultura do Estado, prorrogou o prazo para que as caixas de madeira deixem de ser usadas para transportar frutas, legumes e verduras, conforme determinação do Estado. O acerto também encerrou a fiscalização de carros que entram na central de abastecimento. A medida encerrou, por agora, o impasse criado pelo descontentamento das categorias com a adoção das medidas, mas pode gerar uma briga na justiça
 
O empresário que investiu na central de caixas pásticas, responsável pela higienização e estocagem das embalagens, venceu licitação e investiu R$ 4 milhões no projeto. Luciano Medeiros teme demitir mais funcionários se a substituição do modelo não ocorrer. Em março, quando o projeto começou, eram 31. Hoje, 16. Luciano Medeiros cogita recorrer ao Judiciário para fazer com que o Estado implemente a substituição de caixas de madeira reutilizadas por embalagens plásticas, como havia sido combinado. O prazo para a medida ser implantada se encerrou em setembro.

No acordo de hoje ficou acertado que uma comissão vai definir, até o fim de novembro, o modelo de caixas plásticas a ser adotado, que pode ser diferente do atual. Depois de escolhido, o Estado vai adquirir 50 mil unidades por meio de uma licitação e disponibilizá-las aos produtores. Depois, vai dar prazo de 60 dias para que caixas de madeira não entrem mais na Ceasa para serem reutilizadas.

Outra comissão vai ser criada para definir a substituição definitiva de caixas de madeira reutilizadas pelas plásticas. Não há prazo para isso ocorrer. O secretário adjunto da Agricultura disse que o acordo finaliza o impasse criado. Gilmar Tietböhl descartou a substituição da presidência da Ceasa, como solicitavam os produtores, que garantem ter duas mil assinaturas em um abaixo-assinado pedindo a troca do comando. O vice-presidente da Associação dos Produtores da Central, Evando Finkle, entende que o acordo pode evitar um desgaste maior.