Nos bancos paralisados, o atendimento interno aos clientes está suspenso. As salas de autoatendimento têm acesso liberado, mas apesar disso, serviços como depósitos, que podem ser feitos nos caixas eletrônicos, não serão computados.
Um ato público está previsto para as 14h em frente ao prédio dos Correios, na rua Siqueira Campos, Centro de Porto Alegre, onde os bancários se encontram com os grevistas da estatal. Já às 16h, na Igreja Pompeia, bairro Floresta, os trabalhadores realizam mais uma assembleia para avaliar o movimento.
Com a paralisação, o SindBancários sugere que os clientes utilizem a internet, lotéricas e também os correspondentes bancários conveniados para pagar as contas. Quem não recebeu os boletos em razão da greve dos Correios e quem não pagar em dia devido à paralisação dos bancários, não fica livre das multas previstas no acordo de compra dos produtos.
O Sindicato dos Lotéricos do Rio Grande do Sul espera um aumento de 30% no movimento a partir de hoje. Os estabelecimentos estão autorizados a realizar praticamente todo tipo de operação bancária, como saques, depósitos, pagamentos de contas e retiro de benefícios.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), o objetivo da greve é pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a retomar as negociações e apresentar uma proposta que atenda às reivindicações da categoria.
Decisão pela greve
A decisão foi tomada em assembleias realizadas na noite de segunda-feira pelos Sindicatos dos Bancários de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Campo Grande, Mato Grosso, da Paraíba, de Alagoas, do Ceará, do Piauí, Espírito Santo, de Campinas, Piracicaba, Juiz de Fora, Dourados e Vitória da Conquista.
Os bancos ofereceram reajuste a todos os salários, pisos salariais, benefícios e participação nos lucros e resultados (PLR) de 8% a partir de 1º de setembro de 2011. Já os bancários reivindicam 12,8% de reajuste, sendo 5% de ganho real, e aumento do piso para R$ 2.297,51 (segundo os trabalhadores, pela proposta da Fenaban, o piso subiria para R$ 1.350). O PLR pedido é de três salários acrescidos de R$ 4,5 mil.
Em nota, a Fenaban diz que a proposta dos bancos contempla pelo oitavo ano consecutivo correção de salário com aumento real e inclui pisos salariais elevados para uma jornada reduzida. A entidade ressalta que se manteve aberta ao diálogo e apresentou duas propostas econômicas em apenas uma semana. "Por isso, a iminente possibilidade de greve é considerada fora de propósito".