A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) confirmou, após vistoria, que o adolescente que morreu após ser sugado por uma máquina quando trabalhava no Cais do Porto, estava em situação irregular. O rapaz era vinculado a uma cooperativa de limpeza e em função da sua idade, 15 anos, não poderia exercer atividades insalubres. A conclusão do relatório deve ocorrer na próxima semana, depois que os auditores entrarem em contato com a cooperativa terceirizada.
No último dia 25 de março, o adolescente fazia a varredura e acabou morrendo sufocado pelos grãos. Ele estava em um silo da companhia Serra Morena. A assessoria jurídica da empresa afirmou que a empresa não irá se manifestar. A idade mínima, por lei, para realizar este tipo de procedimento é 16 anos.
De acordo com o delegado Flávio Conrado, as investigações apontam para imprudência do jovem, já que havia uma placa no local indicando perigo. O inquérito deve ser concluído na próxima semana.
Adolescente morto no Cais estava em situação trabalhista irregular, diz DRT
Segundo o órgão, jovem não tinha idade suficiente para trabalhar neste tipo de atividade