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Advogado de defesa pergunta ao júri qual é a prova do crime

Roberto Podval disse que polícia deveria investigar melhor

Pedidos de Justiça são deixados em frente ao fórum
Pedidos de Justiça são deixados em frente ao fórum Foto : Werther Santana/AE
O advogado Roberto Podval, durante sua exposição no julgamento sobre o caso da menina Isabella, perguntou ao júri qual era a prova do crime. Ele disse que os últimos dois anos foram de críticas a Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá - acusados de matar a criança - e que agora era a chance de ele falar.

Podval disse que polícia precisava investigar melhor o caso antes de acusar o casal. Segundo ele, oito pessoas estranhas entraram no apartamento, que deveria ficar isolado.

A explanação do advogado encerrou e agora a acusação terá direito a réplica e a defesa à tréplica. O veredicto deve ser conhecido por volta das 1h.

O casal é acusado de homicídio doloso (quando há intenção de matar) com três qualificadoras, que podem agravar a pena final. São elas: meio cruel (asfixia); recurso que impossibilitou a defesa da vítima (jogá-la inconsciente pela janela); e assegurar impunidade de outro crime (o casal teria jogado a menina para ficar impune do que havia feito no apartamento). Se forem condenados, os acusados podem pegar mais de 30 anos de prisão - o pai de Isabella está sujeito a uma pena maior do que a madrasta, por ter cometido um crime contra um descendente.