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Aeronautas e aeroviários confirmam paralisação para quinta-feira

Trabalhadores e companhias aéreas não chegaram a acordo sobre reajuste salarial

O País deve enfrentar um novo caos aéreo a partir desta quinta-feira, já que aeronautas e aeroviários não entraram em um acordo com as operadoras e prometem cruzar os braços por 24 horas, às vésperas do feriado de Natal, período em que milhares de brasileiros viajam. Os trabalhadores negociam com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) e pedem reajuste de 10%. No entanto, o aumento oferecido, até agora, foi de apenas 3%.

“Estamos em uma campanha salarial muito difícil. Sempre deixamos claro que estamos abertos para negociação”, explicou o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil/ CUT (Fentac) e do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre, Celso Klafke. Ele disse que a federação representa os principais sindicatos do Brasil e cerca de 80 mil trabalhadores.

A mobilização será nacional, caso não haja acordo até o dia previsto para a paralisação. De acordo com a entidade, a proposta de reajuste foi encaminhada ao sindicato patronal em setembro e as empresas levaram 50 dias para apresentar a contraproposta.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) intermedeia as negociações. “O que temos é uma grande intransigência”, reclamou Klafke. O Snea informou ontem que não há mais negociação com os representantes da classe e que a Justiça deve definir o reajuste a ser concedido.

O argumento dos sindicatos dos trabalhadores é de que as empresas aumentaram as passagens em cerca de 56% nos últimos meses. “O que estamos reivindicando é menos do que 3% desse aumento das tarifas. Portanto, é justo e viável para as companhias”, destacou Klafke.

A presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, projetou um Natal de sobrecarga para os trabalhadores do setor. “Diversos direitos estão sendo desrespeitados. Eles estão sofrendo assédio moral e risco de vida por negligência das empresas”, advertiu, acrescentando que é papel dos sindicatos defender os trabalhadores.

Nessa quinta-feira, o Sindicato dos Aeroviários fez uma manifestação no Aeroporto Salgado Filho como preparação para a paralisação prevista para esta semana.

A Secretaria Nacional de Aviação Civil está acompanhando as negociações entre aeroviários, aeronautas e companhias aéreas. Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que recebeu o plano de contingência das empresas aéreas para o fim do ano, que prevê uma possível paralisação. No entanto, a Anac ainda não fez recomendações aos passageiros e às companhias. Apesar de a agência não participar das negociações, está sendo informada sobre as possíveis decisões.

O plano de contingência é um documento obrigatório no qual as empresas descrevem possíveis problemas a serem enfrentados na época em que os aeroportos mais recebem passageiros e como irão atuar para resolvê-los.



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