Amanhã, no final da manhã, os sindicalistas se encontrarão com representantes patronais no Rio de Janeiro para tratar do acordo. Segundo Reginaldo Mandu, presidente do Sindicato dos Aeroviários de São Paulo, o acerto será satisfatório, pois ficou bem próximo do que foi pleiteado, inicialmente, pela categoria: reajuste salarial de 9% e de 10% para o piso.
Embora o risco de greves tenha se dissipado, o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke, relatou que os sindicatos continuarão lutando por melhores condições de trabalho. “Os aeroviários (que fazem serviços diversos da aviação civil em terra) podem, por lei, trabalhar apenas seis horas por dia, com possibilidade de duas horas extras. Não são poucos os casos em que as empresas fazem os trabalhadores emendarem duas jornadas”.
Klafke lembra que foi a desobediência das normas trabalhistas pelas empresas que motivou a falta de funcionários e atrasos em voos no final do ano passado. “As irregularidades vinham acontecendo e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) teve que fiscalizar devido ao grande número de denúncias. Deu no que deu”.