“Torre, informo condição de socorro”. A frase, dita por um piloto à torre de controle do Aeroporto Internacional Salgado Filho para avisar uma catástrofe iminente, colocou em movimento cerca de 500 pessoas na tarde desta sexta-feira em uma simulação de acidente. O local escolhido para a suposta tragédia foi dentro do próprio complexo do aeroporto, paralelo à pista do Salgado Filho.
Partes do que seria uma fuselagem foi incendiada, enquanto recrutas da Aeronáutica faziam o papel de feridos. O exercício inteiro durou cerca de 45 minutos. Os tempos de resgate, combate ao incêndio do suposto avião e do resto da manobra, serão analisados pela Infraero.
Eram 14h59min, sob uma chuva fina, quando os bombeiros colocaram fogo nas partes do avião, que teria caído no Salgado Filho, com 20 pessoas, sendo cinco tripulantes. Às 15h12min, dois caminhões da Estação de Incêndio do Salgado Filho chegaram ao local e os bombeiros começaram o trabalho de tentar debelar as chamas, que eram acompanhadas por uma cortina espessa de fumaça. O local, com muita lama, representava um desafio a mais para a ação dos socorristas. “Nosso objetivo é combater o fogo o mais rápido possível”, salientou o capitão Marcelo Soares, comandante da Estação do aeroporto. “Em seguida, começamos o atendimento das vítimas”.
Na simulação, que também contou com a ajuda do Corpo de Bombeiros da estação Floresta, as chamas foram controladas em cerca de 17 minutos. Segundo o capitão, existe uma variação no tempo que se leva para conter o fogo, pois depende do volume de combustível que a aeronave carrega. Em uma ocorrência real, salientou, o tempo gasto pode chegar a uma hora ou um pouco mais. “A ideia dessa simulação é representar o que encontraremos na realidade”, disse Soares. “O exercício nos mantém treinados para quando tiver um desastre real, saibamos exatamente o que fazer”.
Equipes de socorro participaram de exercício
Logo após a chegada dos bombeiros, que começaram o controle das chamas, chegaram as equipes de socorro e ambulâncias, inclusive do Samu. Os socorristas estenderam lonas de diferentes cores no chão, onde os feridos eram colocados levando em conta o estado em que estavam.
De acordo com o superintendente do Aeroporto Internacional Salgado Filho, Jorge Herdina, os envolvidos na simulação passaram por cursos teóricos e práticos, envolvendo todos os que trabalham no Salgado Filho. Herdina ressaltou que o teste serve para medir o tempo de reação do sistema ao acidente e analisar o que está ruim e bom, como por exemplo ver quanto tempo leva entre a identificação dos feridos, o tipo de lesão, até o ponto em que chegam no hospital. Tudo foi cronometrado e será analisado. “O Salgado Filho está equipado para responder a qualquer tipo de ação”, garantiu Herdina. “Fizemos a simulação com este tempo, pois acidentes não escolhem condições meteorológicas”.
Quanto ao combate ao fogo, o superintendente foi categórico: “O tempo ideal para combate ao fogo é o menor possível”, disse. “Nesse caso, os bombeiros abriram caminho para as equipes de socorro resgatar os feridos”.
Aeroporto Internacional Salgado Filho faz exercício de emergência
Infraero vai analisar tempo de resposta e desempenho das equipes de socorro durante simulação de acidente